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AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

SIRFLOX: SIRT no câncer colorretal metastático

Marc_Peeters_2_NET_OK.jpgO estudo SIRFLOX avaliou a eficácia e segurança da adição de radioterapia interna seletiva (SIRT) à quimioterapia padrão FOLFOX ± bevacizumabe na primeira linha de tratamento de câncer colorretal metastático em pacientes sem tratamento prévio. Os resultados foram publicados na edição online de 22 de fevereiro do JCO. O oncologista Marc Peeters (foto), do Antwerp University Hospital, e um dos autores do estudo, conversou com o Onconews sobre os resultados.

“O estudo mostrou claramente que este tipo de técnica em combinação com quimioterapia é factível. A combinação de SIRT com a quimioterapia se traduz em uma melhor sobrevida livre de progressão no fígado em comparação com a quimioterapia isolada”, afirmou Peeters, que esteve no Brasil para participar do III Simpósio Internacional de Tumores Gastrointestinais, que aconteceu em São Paulo nos dias 4 e 5 de março.
 
“Infelizmente não observamos um impacto geral na sobrevida livre de progressão e na sobrevida global, mas isto provavelmente será mostrado quando combinarmos o estudo SIRFLOX com os dados de um trabalho britânico em andamento no Reino Unido, com mais de 500 pacientes”, acrescentou.
 
Segundo o especialista, os dados de todos esses pacientes serão analisados de forma consolidada para determinar o benefício de sobrevida global, se houver. “Essa análise provavelmente estará disponível nos próximos anos”, disse Peeters. 

Métodos e resultados 

Pacientes sem quimioterapia anterior com metástases hepáticas ou metástases extra-hepáticas limitadas foram distribuídos aleatoriamente para receber FOLFOX modificado (mFOLFOX6 - fluorouracil, leucovorina e oxaliplatina; controle) ou mFOLFOX6 mais SIRT (SIRT) ± bevacizumabe. O endpoint primário foi a sobrevida livre de progressão em qualquer local por avaliação radiológica.
 
Entre outubro de 2006 e abril de 2013, 530 pacientes foram aleatoriamente designados para o braço controle (n=263) ou para o braço de combinação com SIRT (n=267). A mediana de sobrevida livre de progressão em qualquer local foi de 10,2 no braço controle versus 10,7 meses no braço SIRT (hazard ratio, 0,93; 95% CI, 0,77-1,12; P = 0,43). Especificamente no fígado, a SLP mediana foi de 12,6 versus 20,5 meses nos braços controle e SIRT, respectivamente (hazard ratio, 0,69; 95% CI, 0,55-0,90; P = 0,002).
 
As taxas de resposta objetiva em qualquer local foram semelhantes (68,1% vs 76,4% no controle vs SIRT; P = 0,113). A taxa de resposta global no fígado foi superior com a adição de SIRT (68,8% no braço controle vs 78,7%  com SIRT, P=0,042).
 
Eventos adversos de grau ≥ 3, incluindo efeitos reconhecidamente relacionados com o SIRT, foram relatados em 73,4% e 85,4% dos pacientes nos braços controle e SIRT, respectivamente.
 
Os autores concluíram que a adição de SIRT à quimioterapia de primeira linha à base de FOLFOX em pacientes com câncer colorretal e metástases hepáticas não melhorou a sobrevida livre de progressão em qualquer local, mas atrasou significativamente a progressão da doença no fígado. O perfil de segurança foi consistente com estudos anteriores. 

Biomarcadores 

Em sua participação no III Simpósio de Tumores Gastrointestinais, o oncologista Marc Peeters abordou o tema de biomarcadores como RAS, BRAF e instabilidade de microssatélites na seleção de pacientes.
 
Segundo o especialista, o RAS permanece como uma ferramenta importante para determinar as diferenças entre as terapias oferecidas aos pacientes, e surgem cada vez mais evidências do papel do BRAF nas terapêuticas. “Um terceiro ponto é que a instabilidade de microssatélites (do inglês, MSI) também está se tornando um importante biomarcador para seleção de pacientes. Isto tem sido observado em pacientes intensamente tratados e pode ser que, no futuro, esse tipo de droga venha em linhas anteriores no tratamento de pacientes com câncer colorretal metastático”, afirmou.
 
Peeters esclarece que, no momento, RAS, MSI e BRAF são marcadores importantes na prática clínica geral, mas outros biomarcadores estão surgindo e definindo a população certa para determinadas drogas. “Não apenas para os atuais anti-EGFRs, mas também para novos medicamentos que estão em desenvolvimento e provavelmente serão utilizados em combinação”, conclui.

Referência: SIRFLOX: Randomized Phase III Trial Comparing First-Line mFOLFOX6 (Plus or Minus Bevacizumab) Versus mFOLFOX6 (Plus or Minus Bevacizumab) Plus Selective Internal Radiation Therapy in Patients With Metastatic Colorectal Cancer - Published online before print - February 22, 2016, doi:10.1200/JCO.2015.66.1181

 

 


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