01122020Ter
AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

Marcador prognóstico em câncer de cólon

Colon_NET_OK.jpgPacientes com câncer de cólon estadios 2 e 3 podem se beneficiar do uso de quimioterapia adjuvante. É o que demonstra estudo retrospectivo realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, publicado em janeiro na edição online do New England Journal of Medicine.

Trabalhos anteriores sugeriam que a quimioterapia pós-cirurgia apresentava benefício limitado nesse perfil de pacientes. Agora, o estudo britânico traz novas evidências que argumentam em favor da quimioterapia adjuvante.
 
Os investigadores selecionaram pacientes com base na presença ou ausência de uma proteína chamada CDX2, encontrada em células do cólon. “Este é um artigo traz dados novos e relevantes. A expressão da proteína CDX-2 já é um marcador conhecido por sua expressão de tumores colorretais, sendo rotineiramente avaliada na imunoistoquímica da investigação de tumores de sítio primário oculto. Nestes casos, a expressão de CDX-2 sugere o intestino grosso como sítio primário”, afirma Rui Weschenfelder, do Centro de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento e membro do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais (GTG). 
 
Em um estudo inicial que envolveu 466 pacientes com câncer de cólon com diferentes estadios da doença, apenas 41% dos indivíduos com células sem expressão de CDX2 viveram livres de doença cinco anos após o tratamento, em comparação com 74% dos pacientes que expressavam CDX2. Os pesquisadores descobriram que cerca de 4% das pessoas com câncer de cólon têm tumores que não expressam CDX2.
 
O estudo concluiu que os pacientes cujas células tumorais não apresentaram expressão da proteína CDX2 foram muito mais suscetíveis de se beneficiar de quimioterapia adjuvante. Em pacientes com estadio 2, cerca de 91% dos CDX2-negativos tratados com quimioterapia pós-cirurgia viveram livre de doença em cinco anos versus cerca de 56% dos que não receberam quimioterapia.
 
Trabalhos anteriores que não distinguiam a expressão de CDX2 sugeriam que a quimioterapia apresentava benefício limitado em pacientes com câncer de cólon estádio 2.
 
"Nós aprendemos que um grupo de pacientes pode, de fato, se beneficiar da terapia adjuvante. Por outro lado, pode ser possível identificar aqueles que não obtêm benefício terapêutico e apenas evitar os efeitos secundários tóxicos da quimioterapia", disse Michael Clarke, autor sênior do artigo do New England (NEJM).
O estudo retrospectivo avaliou mais de 2 mil pacientes.
 
Biomarcador
 
Vários grupos de pesquisa têm estudado a conexão entre câncer e células estaminais. Nesta investigação, os pesquisadores utilizaram a bioinformática para chegar à proteína CDX2 (caudal-type homeobox transcription factor 2). Mesmo diante do otimismo com os resultados alcançados, os autores enfatizaram a necessidade de um ensaio clínico randomizado, prospectivo, para ampliar o corpo de evidências.

“O que o estudo publicado por Dalerba et al mostra é que a ausência da expressão de CDX-2 em adenocarcinomas colorretais é um marcador de doença de pior prognóstico, mas que potencialmente apresenta bons resultados com quimioterapia adjuvante”, explica Weschenfelder. Segundo o especialista, esta informação é particularmente importante para pacientes com estádio clínico II, em que a estratificação de risco se faz necessária para decidir se há necessidade de quimioterapia ou não após a cirurgia.
 
“Trata-se de um grupo pequeno de pacientes, aproximadamente 4% dos casos, fato que reforça como o cuidado oncológico está cada vez mais direcionado para grupos específicos de pacientes”, conclui.
 
Referência: CDX2 as a Prognostic Biomarker in Stage II and Stage III Colon Cancer - Piero Dalerba, M.D., Debashis Sahoo, Ph.D., Soonmyung Paik, M.D., Xiangqian Guo, Ph.D., Greg Yothers, Ph.D., Nan Song, Ph.D., Nate Wilcox-Fogel, M.S., Erna Forgó, M.D., Pradeep S. Rajendran, B.S., Stephen P. Miranda, B.A., Shigeo Hisamori, M.D., Ph.D., Jacqueline Hutchison, Tomer Kalisky, Ph.D., Dalong Qian, M.D., Norman Wolmark, M.D., George A. Fisher, M.D., Ph.D., Matt van de Rijn, M.D., Ph.D., and Michael F. Clarke, M.D. - N Engl J Med 2016; 374:211-222 January 21, 2016DOI: 10.1056/NEJMoa1506597
 

 

 


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