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AtualizadoSex, 27 Nov 2020 1pm

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Daichii Sankyo

Diretrizes para sobreviventes de câncer colorretal

Colorretal_OK.jpgA American Cancer Society lançou o seu primeiro guideline de cuidados aos sobreviventes de câncer colorretal para ajudar os profissionais da atenção primária a gerir melhor os cuidados de longo prazo.

As diretrizes publicadas dia 8 de setembro no CA: A Cancer Journal for Clinicians fornecem recomendações detalhadas sobre efeitos colaterais, testes para verificar recidivas, estilo de vida saudável, e coordenação dos cuidados entre prestadores de cuidados primários e especialistas.

A orientação é a segunda de uma série de diretrizes aos sobreviventes de câncer desenvolvidas pela Sociedade. O primeiro guideline, publicado ano passado, fez recomendações aos sobreviventes de câncer de próstata. A Sociedade está desenvolvendo orientações de cuidados para sobreviventes de outros tipos de câncer, com base no número de indivíduos afetados e na gravidade dos problemas de saúde enfrentados.

Nos Estados Unidos, a incidência de câncer colorretal vem caindo há duas décadas, em certa medida fruto de um melhor rastreamento, que leva à remoção de pólipos antes de se tornarem cancerosos. No entanto, os sobreviventes de câncer colorretal chegam a mais de 1,2 milhão nos Estados Unidos, cerca de 9% dos quase 15 milhões de sobreviventes de câncer no país. Na população americana, o colon é o segundo sítio tumoral com mais sobreviventes de câncer do sexo masculino e o terceiro mais comum entre os sobreviventes do sexo feminino.
 
Para desenvolver as orientações, uma equipe multidisciplinar liderada por Khaled El-Shami, hematologista e oncologista da GW Medical Faculty Associates, revisou a literatura relevante e as diretrizes de prática clínica disponíveis. O processo está alinhado com a criação de diretrizes de rastreamento do câncer e será atualizado a cada cinco anos.
 
"Considerando os potenciais impactos significativos do câncer e seu tratamento na saúde e qualidade de vida dos sobreviventes do câncer colorretal, é imperativo que os clínicos tenham orientação para ajudar a garantir que essa população receba cuidados de acompanhamento clínico de alta qualidade," disse Catherine Alfano, investigadora principal e diretora do projeto para o National Cancer Survivorship Resource Center

Testes para o câncer 

As novas diretrizes recomendam que os sobreviventes realizem exames físicos regulares e testes de acompanhamento para relatar quaisquer sintomas novos, coordenar os cuidados pós-tratamento e verificar a recidiva do câncer.
 
Na maioria dos casos, é recomendado colonoscopia um ano após a cirurgia. Se nenhuma anormalidade for encontrada, uma nova colonoscopia deve ser realizada após três anos e, posteriormente, a cada cinco anos. Dependendo do estágio do câncer no momento do diagnóstico, outros exames podem ser recomendados, incluindo tomografias.
 
Os sobreviventes também devem seguir as recomendações e realizar testes para verificar outros tipos de câncer. A menos que haja uma história familiar ou síndrome genética conhecida, sobreviventes de câncer colorretal estão em risco médio para outros tipos de câncer e devem seguir o mesmo cronograma de testes indicado para a sua idade e gênero. 

Gerenciamento de efeitos colaterais 

Cirurgia, radioterapia e quimioterapia para o câncer colorretal podem causar problemas de intestino e gastrointestinais, incluindo diarreia e sangramento retal. A quimioterapia também pode causar efeitos colaterais que incluem problemas de memória e pensamento, problemas de boca e dentários, fadiga, neuropatia periférica, dor, problemas sexuais ou de fertilidade, além de problemas urinários ou de bexiga. É importante discutir estes efeitos secundários com um prestador de serviços médicos para que eles possam ser avaliados e, quando possível, tratados.
 
Alguns desses problemas são mais comuns em sobreviventes que vivem com uma ostomia.Um terapeuta treinado pode resolver muitas destas questões, bem como os desafios dos cuidados de rotina que incluem irritação da pele, problemas com o equipamento e considerações dietéticas.
 
Não é incomum para as pessoas que já tiveram câncer experimentarem ansiedade ou depressão. O médico deve avaliar um possível quadro clínico que possa reduzir a qualidade de vida e tornar as pessoas menos capazes de cuidar de sua própria saúde. Existem muitas maneiras de tratar a depressão clínica, incluindo remédios, aconselhamento, ou uma combinação de ambos. 

Comportamentos saudáveis 

Cada vez mais estudos mostram que um estilo de vida saudável após um diagnóstico de câncer colorretal pode diminuir as chances de recidiva e do desenvolvimento de um novo câncer. Os médicos de cuidados primários devem falar com sobreviventes sobre seus hábitos e estilo de vida, ajudando a promover alterações, se necessário. Comportamentos saudáveis incluem a manutenção de um peso adequado, limitando alimentos altamente calóricos e bebidas alcoólicas, e praticando atividade física por pelo menos 150 minutos por semana, com a aprovação de um médico. Isto deve incluir o treinamento de força por, no mínimo, dois dias por semana.
 
A dieta deve ser rica em vegetais, frutas e grãos integrais, e pobre em gorduras saturadas, com cálcio e vitamina D indicados. O sobrevivente deve ingerir menos carne vermelha (carne de vaca, porco ou cordeiro), carnes processadas, grãos refinados (incluindo pão branco, arroz e massas), e doces. Aqueles que enfrentam desafios para uma boa nutrição devem conversar com seu médico ou pedir a indicação de um nutricionista. 

Coordenação de cuidados médicos 

Ao fim do tratamento os pacientes devem solicitar ao seu oncologista um plano de cuidados de acompanhamento por escrito para que possam compartilhar com o seu médico de cuidados primários e/ou outros profissionais. O plano de cuidados deve incluir uma explicação de qual provedor - oncologista, médico de atenção primária ou outro especialista – será encarregado da assistência relacionada ao câncer e outros cuidados médicos.
 
Referência: American Cancer Society Colorectal Cancer Survivorship Care Guidelines. Article: CA Cancer J Clin 2015; doi 10.3322/caac.21286 Published early online Sept. 8, 2015in CA: A Cancer Journal for Clinicians.
 
 

 
 

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