30112020Seg
AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

Erlotinibe em baixas doses não é recomendado em CPNPC

BALANCO_PULMAO_horiz_bx.jpgDe acordo com um estudo japonês publicado no European Journal of Cancer o ajuste de dose do erlotinibe, de 150mg/dia, recomendada em bula, para 50mg/dia, não é recomendado em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) que abrigam mutações EGFR.

A pesquisa liderada por Kazuhiko Yamada, da Escola de Medicina da Universidade de Kurume, Japão, investigou se a baixa dose de erlotinib poderia ser tão eficaz quanto o gefitinib ou a dose completa de erlotinib em pacientes com câncer de pulmão não-pequenas células (CPNPC) com mutação do EGFR. Foram observados 34 pacientes de sete institutos que tinham CPNPC com mutações EGFR e foram pré-tratados com quimioterapia.
 
“Alguns pacientes apresentam uma toxicidade mais intensa, principalmente cutânea, e necessitam de uma redução de dose para seguir o tratamento. A redução preconizada inicialmente é para 100mg/dia. Caso a toxicidade ainda permaneça inaceitável, mais uma redução para 50mg/dia é preconizada”, afirma o oncologista Mauro Zukin, diretor técnico do Grupo Clínicas Oncológicas Integradas (COI).

Os pacientes receberam erlotinib a 50mg por dia e foram observados até progressão da doença ou toxicidade inaceitável. O endpoint primário foi a taxa de resposta objetiva na dose de 50mg/dia.

A dosagem foi aumentada para 150mg por dia nos pacientes que não apresentaram resposta (ou seja, sem redução do tumor principal de acordo com critérios RECIST) com a dose inicial durante as primeiras quatro semanas. 

Resultados 

O estudo foi interrompido precocemente porque a resposta não foi confirmada em 15 pacientes, excluindo a possibilidade de atingir o endpoint primário. A resposta objetiva e as taxas de controle da doença na dose de 50mg/d, conforme determinado por um comitê de revisão independente foram 54,5% e 84,8%, respectivamente. Quatro pacientes atingiram uma resposta parcial com o aumento da dose para 150 mg/d.
 
A sobrevida livre de progressão e a mediana de tempo de sobrevida durante todo o período do estudo foram 9,5 e 28,5 meses, respectivamente. Toxicidades relacionadas com o tratamento foram geralmente leves, sendo as doenças de pele e diarreia mais comuns. Houve apenas um caso de toxicidade de grau 3, que foi aumento transitório das enzimas hepáticas.
 
"Erlotinibe em baixa dose não é recomendado para pacientes com CPNPC com mutações EGFR. No entanto, a estratégia merece uma avaliação mais aprofundada para pacientes idosos ou debilitados", concluíram os autores.

Segundo Zukin, por ser um estudo pequeno, com um número pequeno de pacientes (n=34) a conclusão só pode ser exploratória. “Na minha opinião, o resultado confirma que não devemos iniciar com uma dose menor que a preconizada, a não ser que que haja uma toxicidade inaceitável. Os dados de sobrevida global são bem em sintonia com a literatura, muito porque quem não teve resposta com a dose menor, foi exposto a uma dose a maior e manteve o benefício em sobrevida”, conclui.
 
Referência: Yamada K, Aono H, Hosomi Y, et al. A prospective, multicentre phase II trial of low-dose erlotinib in non-small cell lung cancer patients with EGFR mutations pretreated with chemotherapy: Thoracic Oncology Research Group 0911. Eur J Cancer. 2015. [epub ahead of print]. doi: 10.1016/j.ejca.2015.06.120.
 
 


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