27112020Sex
AtualizadoSex, 27 Nov 2020 1pm

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Daichii Sankyo

Cetuximabe em segunda linha no câncer colorretal metastático

cancer_colloretal_RADAR_NET_OK.jpgOs resultados do estudo CAPRI-GOIM apresentados no 17º Congresso Mundial sobre Câncer Gastrointestinal da ESMO (ESMO GI), em Barcelona, Espanha, mostraram que pacientes com câncer colorretal metastático (CCRm) livres de mutação nos genes KRAS, NRAS, BRAF e PIK3CA têm benefício significativo ao continuar a terapia anti-EGFR após a progressão no tratamento em primeira linha.

"A importância do estudo de fase II CAPRI é que, embora relativamente pequeno, foi o primeiro estudo a avaliar o uso de cetuximabe mais quimioterapia FOLFOX como tratamento de segunda linha para pacientes com CCRm que evoluíram após quimioterapia com FOLFIRI mais cetuximabe. Achados semelhantes já haviam sido verificados com o uso de bevacizumabe. O CAPRI mostrou que o mesmo conceito vale também para o cetuximabe", diz a oncologista Renata D'Alpino, do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes, que relativiza o entusiasmo em torno do estudo. 

Cetuximabe em combinação com quimioterapia é o tratamento padrão para CCRm com tumores KRAS e NRAS (all RAS) selvagem. Não há informação disponível sobre o papel da terapia anti-EGFR após progressão da doença.  

O estudo CAPRI-GOIM (EudraCT 2009-014041-81) inclui 340 pacientes com câncer colorretal metastático KRAS exon 2 selvagem, avaliados por laboratório de patologia molecular local. Todos os pacientes receberam tratamento padrão de primeira linha com FOLFIRI mais cetuximabe até a progressão da doença ou toxicidade inaceitável. Após o tratamento de primeira linha, os pacientes com progressão da doença foram randomizados 1:1 para receber em segunda linha FOLFOX mais cetuximabe (Braço A; n=74) ou apenas FOLFOX (braço B; n=79).
 
O endpoint primário foi a sobrevida livre de progressão (SLP). Os endpoints secundários incluíram sobrevida global (SG), taxa de resposta e segurança.
 
Amostras de tecido de tumores primários foram centralmente avaliados por sequenciamento de próxima geração (NGS) com o Ion AmpliSeq Colon and Lung Cancer Panel (500 mutações em 22 genes) usando o Software Ion Reporter™, como previamente relatado (Ciardiello et al, Anais de Oncology 2014; Normanno et al, Annals of Oncology 2015).
 
O NGS foi possível em 117 (76,5%) pacientes e revelou que 66 pacientes tinham tumores "all Ras" selvagem, sem mutações no KRAS, NRAS, BRAF ou PIK3CA e 51 pacientes tinham tumores que continham uma mutação em pelo menos um destes genes. Mutações no KRAS exon 2 foram encontradas em aproximadamente 15% dos tumores originalmente identificados como selvagem.
 
Métodos e resultados
 
A análise dos dados na população intent to treat mostrou uma vantagem na sobrevida livre de progressão favorecendo o braço A, que não alcançou significância estatística; a mediana de sobrevida livre de progressão foi de 6,4 meses no braço A (FOLFOX mais cetuximabe) em comparação com 4,5 meses no braço B (FOLFOX isolado) (hazard ratio [HR] 0,81; 95% CI 0,58, 1,12; teste log-rank, p=0,19).
 
A mediana de sobrevida livre de progressão para a população “all RAS” selvagem foi de 6,8 meses para o braço A e 5,5 meses para o braço B (HR=0,80; 95% CI 0,50-1,29; teste log-rank, p=0,36). Na população RAS mutado a mediana de sobrevida livre de progressão foi de 2,7 meses para o braço A e 4,1 meses para o braço B (HR=1,53; 95% CI 0,79-2,96; teste log-rank, p=0,2).
 
A mediana de sobrevida livre de progressão da população quádrupla selvagem foi de 6,9 meses para o braço A e 5,3 meses para o braço B (HR=0,56; 95% CI 0,33-0,94; teste log-rank, p=0,025). A mediana de SLP dos pacientes mutados (qualquer mutação no KRAS, NRAS, BRAF e/ou PIK3CA) da população foi de 2,7 meses para o braço A e 4,4 meses para o braço B (HR=1,70; 95% CI 0,94-3,05; teste log-rank, p=0,07).
 
"A descoberta mais importante foi que quando consideramos pacientes em relação aos genes KRAS, NRAS, BRAF e PIK3CA podemos ter duas populações de pacientes: uma selvagem para todos os quatro genes e outro grupo de pacientes que são mutados em pelo menos um destes genes. Nos pacientes com pelo menos uma mutação em um destes genes, houve um efeito prejudicial de FOLFOX mais cetuximabe em sobrevida livre de progressão, taxa de resposta global e sobrevida global", afirmou Fortunato Ciardiello, da Seconda Università degli Studi di Napoli, Itália, que apresentou os resultados do estudo.

Já a população com mutações tipo selvagem nos quatro genes mostrou sobrevida livre de progressão significativamente maior e melhores taxas de resposta e sobrevida global com cetuximabe/FOLFOX na segunda linha. “A taxa de resposta também foi melhor, bem como a sobrevida global (HR 0,57; p=0,056)”, disse Ciardiello.

"Estes resultados merecem ser explorados em um estudo maior, randomizado, de fase III. A continuação do tratamento anti-EGFR com mudança na quimioterapia em segunda linha parece viável após a progressão e identificação de pacientes cujos tumores são EGFR-dependentes. Ao identificar o status selvagem para genes KRAS, NRAS, BRAF e PIK3CA, também identificamos os pacientes que respondem a este tratamento”, finalizou.
 
Referência: Cetuximab beyond progression in RAS wild type (WT) metastatic colorectal cancer (mCRC): the CAPRI-GOIM randomized phase II study of FOLFOX versus FOLFOX plus cetuximab

 
 

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