01122020Ter
AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

Atualização da lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS)

comprimidos_diversos.jpgA Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou uma atualização da sua Lista de Medicamentos Essenciais com a recomendação de 16 novos tratamentos contra o câncer. Entre os medicamentos incorporados estão o anticorpo monoclonal trastuzumabe, para o câncer de mama (adjuvante e metastático), e o inibidor de tirosina quinase imatinibe em leucemia mieloide crônica e tumor estromal gastrointestinal (GIST), e o tratamento de suporte com filgrastim.

A inclusão foi a maior desde o início da publicação, em 1977, aumentando de 30 medicamentos contra o câncer em 2013 para 46 na nova versão. A escolha é baseada no potencial dos medicamentos para salvar vidas, reduzir o sofrimento e produzir impacto na saúde pública mundial. A atualização também considerou novos tratamentos para hepatite C e tuberculose multi-resistente.

"A lista estava defasada, não era revisada há 14 anos. Ainda assim, atribuímos o alto volume principalmente ao desenvolvimento de novos medicamentos que ajudam a aumentar a taxa de cura na adjuvância, como o trastuzumabe em câncer de mama, e quimioterapia com cisplatina e vinorelbina em câncer de pulmão por exemplo, ou que aumentam a sobrevida dos pacientes de maneira significativa no tratamento primário de doenças hematológicas, como com o rituximabe em linfoma ou imatinibe em leucemia mieloide crônica", explica o oncologista Gilberto Lopes, do Centro Paulista de Oncologia (CPO) e um dos co-líderes da força-tarefa responsável pela Lista.

Fruto de um processo de revisão abrangente realizado por diversos países membros da União Internacional de Controle do Câncer (UICC), a lista contou com a contribuição de mais de 90 oncologistas, coordenados pelo professor Larry Shulman, do Dana Farber Cancer Institute, além de importantes colaborações da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), Sociedade Europeia de Medicina Oncológica (ESMO), e Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica (SIOP).
 
"Quando novos medicamentos eficazes surgem para tratar de forma segura doenças graves e generalizadas, é vital garantir que todos os que precisam deles possam obtê-los. Colocá-los na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS é um primeiro passo nessa direção", afirmou Margaret Chan, diretora-geral da OMS.
 
Segundo Lopes, a lista da OMS é o modelo usado por todos os países membros da ONU como exemplo de quais medicamentos devem estar disponíveis em seus sistemas de saúde. "A incorporação destes medicamentos agora deve levar a maiores discussões de acesso e, esperamos, a maior disponibilidade destes medicamentos ao redor do mundo", diz.

Este ano, o Comitê sublinhou a necessidade urgente de medidas para promover o acesso equitativo a novos medicamentos altamente eficazes, alguns dos quais muito caros, mesmo para países de alta renda. Os medicamentos relacionados foram avaliados para eficácia, segurança e qualidade, e comparados em relação ao custo-efetividade com outras alternativas na mesma classe de medicamentos.

Informações: http://www.uicc.org/who-publishes-new-edition-its-model-list-essential-medicines
 


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