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AtualizadoSex, 27 Nov 2020 1pm

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Daichii Sankyo

Biomarcador osteogênico em câncer de próstata agressivo

ASCO_prostata_1.jpgDe acordo com pesquisadores da Universidade de Michigan, o fator de transcrição RUNX2 parece estar anormalmente expresso no câncer de próstata e pode estar associado com a doença metastática. É o que mostra estudo publicado na edição de 13 de abril do periódico Oncogene, em artigo que sugere que este biomarcador pode ser um avanço importante no diagnóstico e tratamento do câncer de próstata.

Segundo o investigador do estudo, Renny Franceschi, professor da Universidade de Michigan, há grande interesse na tentativa de identificar biomarcadores que possam discriminar o câncer de próstata, diferenciando a doença agressiva do tumor indolente. “Se esse biomarcador controla o crescimento das células da próstata, pode fornecer um alvo potencial para um novo medicamento para câncer de próstata”, diz.
 
A adição de um grupo fosfato - conhecido como fosforilação - à proteína RUNX2, muda a sua estrutura para ativar genes específicos nas células de câncer da próstata e ossos, mas com resultados muito diferentes. Células ósseas precisam de RUNX2 para tornar os ossos saudáveis. No entanto, nas células de câncer de próstata, RUNX2 parece desencadear genes que servem de combustível para o crescimento do tumor e o desenvolvimento de metástases. 

Métodos 

Franceschi e colegas inibiram a capacidade de RUNX2 ser fosforilada em células cancerosas e perceberam que o crescimento tumoral foi reduzido. O laboratório de Franceschi também colaborou com pesquisadores na Itália para analisar amostras de tecido de 129 pacientes com câncer de próstata.
 
Os investigadores encontraram pouca ou nenhuma fosforilação RUNX2 em amostras normais da próstata, sugerindo que a fosforilação RUNX2 está intimamente associada com as formas mais agressivas de câncer de próstata.
 
Os microarrays de tecido de 129 pacientes revelaram coloração nuclear forte com o anticorpo RUNX2 no câncer de próstata primário e nas metástases. Os pesquisadores descobriram que a coloração RUNX2 foi positivamente correlacionada com a pontuação de Gleason e a ocorrência de metástases linfáticas. O grupo verificou que pouca ou nenhuma fosforilação RUNX2 foi observada na próstata normal, hiperplasia benigna da próstata (HBP) ou prostatite.
 
Em conclusão, esses estudos estabelecem a importância da fosforilação do RUNX2 no crescimento do tumor da próstata e realçam o seu valor como um potencial marcador diagnóstico e alvo terapêutico. Segundo os pesquisadores, o próximo passo é estabelecer uma real relação de causa e efeito entre a fosforilação RUNX2 e o câncer de próstata. Durante a sua próxima rodada de testes, eles esperam comparar a formação do câncer de próstata em modelos animais sem RUNX2 em suas próstatas.
 
Referências: Role of Runx2 phosphorylation in prostate cancer and association with metastatic disease- C Ge, G Zhao, Y Li, H Li, X Zhao, G Pannone, P Bufo, A Santoro, F Sanguedolce, S Tortorella, M Mattoni, S Papagerakis, E T Keller and R T Franceschi
 
Oncogene, (13 April 2015) | doi:10.1038/onc.2015.91 - http://www.nature.com/onc/journal/vaop/ncurrent/full/onc201591a.html

 


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