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AtualizadoTer, 24 Nov 2020 4pm

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Daichii Sankyo

Oportunidades para a terapia sistêmica em onco-ginecologia

PIC1_GINECO_SIST__MICO_NET_OK.jpgUso de inibidores de angiogênese aumenta sobrevida livre de progressão e se firma como tratamento associado ao esquema padrão de quimioterapia nos casos de câncer de ovário e colo do útero.

Na oncoginecologia, o carcinoma epitelial de ovário e os tumores cérvico-uterinos são os que mais têm se beneficiado da geração de drogas-alvo, ainda que o uso de platina e taxanos se mantenha como tratamento padrão na doença localmente avançada e mesmo na recidiva tumoral. Fica claro que o diagnóstico molecular, com o auxílio da imunohistoquímica, abre uma janela de oportunidades. Mas, afinal, quando é possível oferecer terapia sistêmica no câncer ginecológico?

O carcinoma epitelial de ovário é a segunda neoplasia mais comum do trato genital feminino e mesmo com progressos nos métodos de diagnóstico e tratamento persiste como um tumor de prognóstico reservado. “Infelizmente, 90% das pacientes vão recorrer e precisar de tratamento sistêmico”, explica o oncologista clínico, Sergio Simon.

As pacientes com câncer de colo de útero recorrente ou que não respondem ao tratamento primário também constituem um grupo de difícil manejo oncológico. Para esse perfil de pacientes, o uso de inibidores de angiogênese se firma como tratamento associado ao esquema padrão de quimioterapia.

“Temos estudos positivos com bevacizumabe em colo de útero e em ovário, neste caso tanto na doença recidivada quanto na doença platino-resistente. A área de ovário é a que tem mais novidades”, diz Simon.    

Dois estudos de fase III em pacientes com carcinoma epitelial de ovário de alto risco (ICON7 e GOG 0218) avaliaram a adição de bevacizumabe ao esquema padrão de quimioterapia com carboplatina e paclitaxel. Os resultados mostraram ganhos significativos na sobrevida livre de progressão nos grupos tratados com o anticorpo monoclonal, o que subsidiou a aprovação do bevacizumabe, hoje o novo padrão de cuidados na primeira linha.

Outro estudo em recidiva é o OCEANS, que avaliou o uso de bevacizumabe associado a carboplatina e gemcitabina, com resposta positiva na sobrevida livre de progressão (12.4 meses versus 8.4 meses) em segunda linha de tratamento. 

Em pacientes resistentes à platina, a ASCO deste ano apresentou os resultados do estudo AURELIA, que avaliou o uso de bevacizumabe combinado à quimioterapia em pacientes platino-resistentes com recorrência da doença. “É um estudo internacional, centrado na França, que também foi favorável ao uso de bevacizumabe, agora na doença platino-resistente”, diz Simon, confiante em novas fronteiras no tratamento clínico. “No futuro, acho que o uso de agentes angiogênicos vai ter um papel ainda mais importante. Também acredito que vamos compreender melhor a biologia do câncer de ovário. Já estamos identificando vários subtipos, que provavelmente terão que ser tratados de maneira diferente, com alvos diferentes e de forma mais personalizada”, projeta Simon.

A ASCO deste ano apresentou os resultados do primeiro estudo a explorar a combinação de um inibidor de PARP e uma droga anti-angiogênica em câncer de ovário. Financiado pelo National Cancer Institute (NCI), o estudo mostrou que dois medicamentos orais experimentais, o inibidor de PARP olaparibe e a droga anti-angiogênica cediranibe são significativamente mais ativos contra o câncer de ovário recorrente, sensível à quimioterapia com platina ou relacionado a mutações nos genes BRCA, na comparação com olaparibe isoladamente. A sobrevida livre de progressão foi de 17,7 meses com o tratamento combinado versus nove meses com olaparibe. Estudos de fase III já estão em andamento. 


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