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AtualizadoSex, 22 Jan 2021 4pm

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Daichii Sankyo

Novos tempos para as big pharma

grafico_20maiores_ultimos10anos.jpgA indústria farmacêutica está em transformação e uma onda de fusões, aquisições e novos modelos de parceria é prevista pelos analistas de mercado. As big pharma estão caminhando na verticalização de suas especializações.

 {jathumbnail off}A lógica da mergermania começa a moldar o raciocínio corporativo da indústria farmacêutica.  Não é uma onda qualquer, mas um movimento que já foi comparado pela Bloomberg a um verdadeiro tsunami, com bilhões de dólares em transações. “Existe uma corrida clara de toda a indústria farmacêutica mirando nichos de especialidades e complexidades”, diz Enrico de Vettori, da Delloite Brasil. “São nichos que não foram tão estratégicos na última década e que agora passam a ser mais explorados”, diz ele.


Não chega a surpreender. A tão falada transição epidemiológica em regiões como Ásia e América Latina impactou também o dia a dia das farmacêuticas. Com o aumento da expectativa de vida, cresce a incidência das doenças crônico-degenerativas, entre elas o câncer. Na contramão, as infecciosas perdem lugar entre os principais agravos, refletindo avanços em políticas de prevenção.

Mas olhar para o panorama epidemiológico não basta para compreender o cenário de mudanças. Como perspectiva complementar, o próprio modelo de inovação traz ingredientes a mais, em um contexto marcado por perdas patentárias, pela chegada dos biossimilares e seus marcos regulatórios e pela disputa por novos registros em nichos específicos. No Brasil, até a crescente complexidade da gestão da saúde pode representar uma oportunidade para parcerias com prestadores.

Enfim, uma série de novas pautas chega à agenda das big pharma. Com esse pano de fundo, elas redesenham fronteiras e o exemplo mais emblemático vem certamente do casamento do ano, anunciado entre a suíça Novartis e a GSK. Pelo acordo, a suíça adquire por US$ 16 bilhões os produtos de oncologia da GlaxoSmithKline. Em troca, a GSK fica com a área de vacinas, em uma transação de US$ 7,1bilhões, sem contar os royalties. A Eli Lilly toma parte no acordo, com a aquisição dos negócios de saúde animal da Novartis.

Outra fusão gigantesca foi aguardada com expectativa este ano, quando a Pfizer dirigiu suas propostas para a anglo-sueca AstraZeneca, numa negociação que dividiu a opinião dos analistas de mercado e depois de muita polêmica não se consolidou - mas há quem aposte que a história ainda não chegou ao fim.

A onda da mergermania ganhou fôlego com três grandes negócios em 2009: a Pfizer adquiriu a Wyeth, a Merck comprou a Schering-Plough e a Roche uniu sua operação com a Genentech. E não foram as únicas. Estudo da consultoria McKinsey mostra que das 11 empresas farmacêuticas que permaneceram desde 1995 entre as 20 maiores do mercado global, sete fizeram aquisições recentes, em operações de mais de 10 bilhões de dólares.

Um dos objetivos é se preparar para anos mais magros, com margens mais deprimidas. A regulação vai ficar mais rigorosa e a galopante elevação do custo médio de pesquisa e desenvolvimento preocupa. Em 2013 eram US $ 5 bilhões, em contraste com US$ 1,1 bilhão no final de 1990, segundo a Bloomberg.

Entre grandes estratégias globais e outras com uma perspectiva mais local, como a Pfizer-Teuto, a corrida pela complementação estratégica do pipeline e pela recomposição da patente perdida já começou.

E as movimentações vão continuar. “Não existe uma quantidade tão grande de pipeline na rua hoje e a indústria se ressente da mortalidade de novas moléculas numa fase muito tardia, depois que centenas de milhões foram investidos e é preciso descontinuar aquela pesquisa. Então, a indústria começa a entender que é muito melhor se unir. Juntos, eles ganham capacidade para enfrentar as mudanças”, sinaliza. “As big pharma estão caminhando na verticalização de suas especializações e também vão abrir novas linhas. Essa é a tendência”, aponta o especialista.

 
  

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