15052021Sáb
AtualizadoSex, 14 Maio 2021 2am

PUBLICIDADE
Daichii Sankyo

Prevenção é aposta para diagnóstico precoce

ON13_PG11_PREVEN____O_NET_OK_PORTAL.jpgValorizar a promoção da saúde é uma nova lógica que faz a diferença. Central de regulação de São Paulo já agendou quase 30 mil consultas para estratégias de vigilância em câncer colorretal, de mama e colo do útero.

Organizar o fluxo de navegação do paciente no SUS desde a porta de entrada é fundamental para reduzir o número de diagnósticos de câncer em estágios avançados. Mas o que faz a diferença na funcionalidade de qualquer sistema de regulação é definir e padronizar protocolos de rastreamento com diretrizes para o diagnóstico precoce.

Na prática, é um novo paradigma. Significa abandonar as lógicas do modelo biomédico atual, centrado na doença, para valorizar a prevenção e promoção da saúde.

O primeiro teste de rastreio do câncer foi desenvolvido ainda no início dos anos 40, quando George Papanicolaou forneceu um método para identificar tanto células pré-cancerosas quanto o câncer cervical maligno. Desde então, vários métodos foram concebidos como estratégias de detecção precoce para diferentes tipos de câncer.

Para auxiliar na adoção de políticas de saúde, a Organização Mundial de Saúde publicou no final dos anos 60 um conjunto de critérios para orientar as decisões sobre a possibilidade de introduzir o rastreio de base populacional (Wilson & Jungner, 1968).

No Brasil, diferentes experiências estão em curso. Em São Paulo, o Comitê de Oncologia formado pela Rede Hebe Camargo definiu protocolos de rastreamento para os tumores mais prevalentes na população (colorretal, mama e colo do útero). Os protocolos estabelecem os critérios das estratégias de vigilância e a operacionalização fica a cargo da Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS).

A plataforma informa às Secretarias Municipais de Saúde a oferta de exames, consultas e procedimentos em número variável e identifica a agenda do paciente, assim como o seu histórico, para evitar a sobreposição de consultas ou exames. Entre 2014 e junho de 2016 foram agendadas 22.936 consultas através da CROSS, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
 
Leia mais: O câncer e a saúde pública
 
Caminhos para a atenção oncológica
 
Transição epidemiológica e assistência em rede
 
O desafio de integrar dados em saúde
 
Um alerta para os sinais do câncer
 


 
 

Publicidade
MULHERES NA CIÊNCIA
Publicidade
SANOFI
Publicidade
banner astellas 2019 300x250
Publicidade
banner libbs2019 300x250
Publicidade
Zodiac
Publicidade
300x250 ad onconews200519