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AtualizadoQui, 29 Jul 2021 4pm

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Daichii Sankyo

Pesquisa mostra desconhecimento médico

Desconhecimento_Biossimilares.jpg88% dos médicos afirmam prescrever biossimilares, mas a compreensão do assunto ainda é restrita. Pesquisa mostra que existe uma necessidade educacional significativa para médicos, pacientes e responsáveis por políticas regulatórias.

Valéria Hartt e Sergio Azman

Os números são reveladores. Pesquisa com 399 médicos da Argentina (99), Colômbia (100), México (99) e Brasil (101) mostra que os biossimilares já são uma realidade na rotina clínica, mas que ainda é preciso avançar na compreensão de questões centrais. Oncologistas representam 18% do universo pesquisado.
 
O estudo realizado pela Alliance for Safe Biologic Medicines (ASBM) aponta que 53% dos médicos se consideram familiarizados, com um conhecimento básico no assunto, enquanto 35% sequer ouviram falar dos biossimilares.
 
“Existe uma necessidade educacional significativa para médicos, pacientes e responsáveis por políticas regulatórias. E não é apenas na América Latina, mas um desconhecimento global sobre questões ligadas à segurança dos biossimilares”, afirmou Harry Gewanter, presidente da ASBM.
 
Basta dizer que quando questionados se um biossimilar é estruturalmente idêntico ao seu produto de referência, 54% dos médicos ouvidos na pesquisa acreditam que sim. Globalmente os números também preocupam: 76% dos norte-americanos, 53% dos europeus e 64% dos canadenses também responderam sim à pergunta. A maioria dos médicos ouvidos pelo estudo da ASBM (94%) apoia a sugestão da OMS de adotar um sufixo, denominado de ‘qualificador biológico’, para diferenciar os produtos, assegurar distribuição apropriada e o acompanhamento dos medicamentos prescritos.
 
O percentual de médicos que utiliza somente a denominação internacional comum (do inglês, INN – International Non-proprietary Name) para identificar o medicamento no registro de pacientes mostra que a prática é mais comum na América Latina em comparação com outros países. Entre os médicos latino-americanos consultados, 57% afirmaram utilizar apenas o INN, número que cai para 24% nos países europeus e 17% nos Estados Unidos e Canadá. “Isso pode resultar em pacientes recebendo o medicamento errado”, alerta Gewanter.
 
A nomenclatura também traz implicações sobre a extrapolação de indicações terapêuticas. Quando questionados sobre as indicações aprovadas para o produto inovador e o biossimilar de mesmo nome, 74% dos médicos latino-americanos afirmaram que a aprovação das indicações deve ser a mesma.

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