28112020Sáb
AtualizadoSex, 27 Nov 2020 1pm

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Daichii Sankyo

Da pesquisa à prática clínica

EVA_NET_OK.jpgNa oncologia ginecológica, 2015 também presenciou grandes avanços na pesquisa e prática clínica. Antiangiogênicos e modernos TKIs mostram papel na oncologia ginecológica. Estudos avaliaram a adição do bevacizumabe a esquemas de quimioterapia em pacientes com câncer de colo do útero e de ovário refratárias ou resistentes à platina. Confira a análise de Andréia de Melo, Diretora de Ensino do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA).

No câncer do colo do útero, dois agentes antiangiogênicos apresentaram resultados interessantes na doença metastática/recorrente ou persistente: o bevacizumabe e o cediranibe.

O GOG 240 foi um estudo de fase III randomizado que avaliou a associação do bevacizumabe a dois esquemas quimioterápicos – paclitaxel com cisplatina ou com topotecano. O uso de bevacizumabe resultou em um aumento na mediana de sobrevida (17 versus 13,3 meses), com HR de morte de 0,71 (IC95% 0,54-0,94; p=0,0035), aumento de sobrevida livre de progressão (8,2 versus 5,9 meses; HR=0,67; IC95% 0,54- 0,82; p=0,0002) e aumento de taxa de resposta (48 versus 36%; p=0,008), comparado com a quimioterapia isolada. Apesar do estudo ter sido publicado em 2014, a aprovação dessa indicação de bevacizumabe pela agência regulatória brasileira só aconteceu em 2015.
 
Outro estudo importante na oncologia ginecológica foi o CIRCCa, um fase II que randomizou 69 mulheres com câncer de colo do útero recorrente ou metastático para receber quimioterapia mais cediranibe (20 mg/dia), um potente inibidor de tirosina quinase do VEGFR; ou placebo com a quimioterapia até a progressão da doença. A mediana de sobrevida livre de progressão do grupo cediranibe foi superior à do grupo placebo (35 versus 30 meses; HR= 0,61; IC80% 0,41-0,89; p=0,046).
 
A adição do bevacizumabe foi avaliada novamente, dessa vez em pacientes com câncer de ovário refratárias ou resistentes à platina. O estudo AURELIA randomizou 361 mulheres para quimioterapia com paclitaxel, topotecano ou doxorrubicina lipossomal peguilada com ou sem bevacizumabe até progressão de doença ou toxicidade limitante. A adição do bevacizumabe aumentou a taxa de resposta de 12,6% para 30,9% (p=0,001) e dobrou o tempo livre de progressão (3,4 vs 6,7 meses; HR 0,48; IC 95% 0,38-0,60; p<0,001), sem aumento na sobrevida global (13,3 versus 16,6 meses; HR=0,85; IC 95% 0,66- 1,08; p<0,174). Entretanto, 40% das pacientes randomizadas para QT isolada receberam bevacizumabe em monoterapia após a progressão. Também publicado em 2014, essa indicação aguarda avaliação pela agência regulató- ria brasileira.
 
Em mulheres com câncer de endométrio estadio inicial de alto risco, o estudo de fase III GOG 249 avaliou o uso de radioterapia versus braquiterapia, seguido de quimioterapia com paclitaxel e carboplatina. Os critérios de elegibilidade foram baseados na idade, grau do tumor, profundidade da invasão, presença de invasão linfovascular, estadio II, ou estadio I-II seroso ou células claras. Com uma mediana de seguimento de 24 meses, a sobrevida livre de recidiva foi semelhante entre os grupos.
 


 
 
 
 
 


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