01122020Ter
AtualizadoSeg, 30 Nov 2020 1am

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Balanço 2015: Perspectivas no câncer de mama

ON9_CAPA_PG4TO7_CARLOSBARRIOS_GBECAM_NET_OK.jpg2015 termina sem surpresas na área do câncer de mama. Entre os poucos avanços, estudos como o PALOMA e CONFIRM reforçam evidências na doença RH positiva. Quem comenta o cenário do tratamento do câncer de mama é Carlos Barrios, professor da Faculdade de Medicina da PUCRS e diretor administrativo e relações internacionais do Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama (GBECAM).

Embora alguns avanços tenham sido apresentados, continuamos em um processo de melhorias muito lento nos resultados, principalmente no que se refere às pacientes com doença metastática. Na doença RH positiva, destaque para os agentes que modulam a resistência hormonal, que provavelmente vêm para ficar. O everolimo já havia demonstrado eficácia em pacientes previamente tratadas e a ele se soma o palbociclibe, que mostrou benefício em um estudo randomizado de fase 2 em pacientes já previamente tratadas, mas com doença considerada ainda sensível à hormonioterapia. Este estudo, Paloma 1, levou à aprova ção da droga em combinação com um inibidor da aromatase pelo FDA.

Durante o congresso da ASCO, resultados de outro estudo, este de fase 3, combinando palbociclibe com fulvestranto em pacientes já na terceira linha de tratamento também mostrou benefícios, modulando e melhorando os resultados da hormonioterapia com o agente único. O fulvestranto parece ter sua dose ideal estabelecida em 500mg, de acordo com a aceitação internacional depois da apresentação dos resultados de sobrevida do estudo CONFIRM.

Menções tímidas da possível importância das mutações de ERS1 (o gene do receptor de estrogênio) começaram a aparecer e poderão representar um marcador importante no futuro, já que 20% ou mais dos casos biopsiados depois de exposição a IA mostram esta alteração. Estudos confirmatórios são esperados, assim como estratégias de tratamento dirigidas especificamente a esta anormalidade.

Na doença HER2 positiva o resultado que permanece como expoente é a sobrevida global mediana de mais de 50 meses para pacientes HER2 positivas metastáticas tratadas com a combinação de taxano, trastuzumab e pertuzumab. Embora a maior parte destas pacientes não tenha recebido tratamento prévio com trastuzumab, o resultado continua a ser importante nesta população.

Na doença triplo negativa, nenhuma novidade digna de menção foi apresentada. A quimioterapia continua como a melhor alternativa e novos estudos deverão esclarecer se há algum tratamento com melhores resultados.

A definição da mutação em BRCA1 ou BRCA2 pode identificar um grupo de pacientes com melhor resposta à carboplatina, de acordo com o estudo TNT. Esta informação levanta o desafio de nos perguntarmos qual o status de BRCA neste grupo de pacientes para poder escolher o tratamento. Problemas de testagem e aconselhamento genético devem fazer parte das nossas discussões.



 

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