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AtualizadoQui, 17 Jun 2021 6pm

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Daichii Sankyo

ICMD recebe médicos colombianos para educação continuada em câncer

rim.jpgO Instituto do Câncer Mãe de Deus (ICMD) assumiu importante papel na educação continuada em oncologia. Depois de promover em outubro um congresso nacional com uma programação científica que valorizou o diálogo com a prática clínica, o ICMD recebe dias 3 e 4 de novembro a visita de 15 oncologistas colombianos para um curso sobre novos tratamentos no câncer renal. 

A patologia  tem experimentado profundas transformações. "Em pouco mais de uma década, a terapia-alvo duplicou a sobrevida de pacientes com câncer renal de células claras, histologia que corresponde a 75% dos cânceres renais”, esclarece Sergio Jobim de Azevedo, oncologista clínico do Instituto do Câncer Mãe de Deus, em Porto Alegre.

Azevedo explica que a maior compreensão da biologia dos tumores e das vias de sinalização intracelular tem permitido novas abordagens, em particular no cenário da doença metastática.É nesse novo cenário que drogas anti- angiogênicas mostram papel no tratamento da doença, com a utilização de anticorpos monoclonais e inibidores de tirosina-quinase, assim como uma nova classe de agentes, os inibidores da via mTHOR, também são consideradas opções de primeira linha, com resultados superiores em relação às citocinas, interferon ou interleucinas.
 
Outra inovação vem da imunoterapia moderna, com agentes que têm sido designados de inibidores de checkpoint. “A capacidade de bloqueios em checkpoints imunológicos com os anticorpos monoclonais  anti CTLA4, anti PD-1 e anti PD-L1 são a bola da vez  no câncer renal e devem marcar uma nova fase no tratamento, mas  novos dados são aguardados para fortalecer as evidências disponíveis”, diz Azevedo. “É um cenário em ebulição e sem limites neste momento”, sinaliza.
 
Além da atualização no tratamento sistêmico, o grupo de especialistas colombianos também deve aprofundar os conhecimentos acerca do papel da hereditariedade no câncer renal, conhecer novos avanços diagnósticos e terapêuticos, as terapias experimentais em desenvolvimento e o ambiente de pesquisa clínica.
 
O curso prevê, ainda, uma visita ao Grupo Latino Americano de Investigação Clínica em Oncologia (LACOG), em uma programação coordenada pelo oncologista clínico Carlos Barrios, diretor do ICMD e professor da Faculdade de Medicina da PUC-RS.

A equipe colombiana tem a participação de cirurgiões, patologistas e oncologistas clínicos, numa demonstração da importância crescente da abordagem multidisciplinar no tratamento do câncer renal.
 
Para Carlos Barrios, a visita dos médicos colombianos reflete o reconhecimento do trabalho do ICMD. “É uma experiência muito rica, com uma troca intensa de conhecimentos que deverá resultar no crescimento de todos os envolvidos”, diz Barrios. “Vamos também compartilhar com os colegas colombianos a experiência em pesquisa clínica que se desenvolve em Porto Alegre, tanto no ICMD como no Hospital São Lucas (Centro de Pesquisa em Oncologia) e no LACOG, o Grupo Latino Americano de Pesquisa Clínica em Oncologia. Acredito que esta exposição terá efeitos muito positivos nos visitantes e pode servir de exemplo e estímulo para o desenvolvimento da pesquisa clínica em Oncologia na Colômbia”, prevê.

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