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AtualizadoQua, 13 Nov 2019 1pm

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2018

Dexrazoxano para cardioproteção em pacientes com câncer de mama tratadas com antraciclinas

ariane sabcs bxA cardiologista Ariane Vieira Scarlatelli Macedo (foto), médica do Centro Paulista de Oncologia/Grupo Oncoclínicas e vice-presidente do Grupo de Estudos de Cardio-Oncologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia, apresentou na sessão de pôster do 2018 San Antonio Breast Cancer Symposium estudo que avaliou o efeito cardioprotetor do dexrazoxano em pacientes com câncer de mama em diferentes estágios da doença que receberam quimioterapia baseada em antraciclinas.

As antraciclinas continuam a ser uma opção valiosa na quimioterapia para o câncer de mama, apesar de sua conhecida cardiotoxicidade. A cardiotoxicidade induzida pela antraciclina é dependente da dose cumulativa. Estudos clínicos sugerem que o dexrazoxano poderia reduzir essa toxicidade.

“Nosso objetivo foi analisar, através de uma meta-análise atualizada, o efeito cardioprotetor do dexrazoxano em pacientes com câncer de mama em diferentes estágios da doença que receberam quimioterapia baseada em antraciclinas. Além disso, realizamos análises de subgrupos e meta-regressão para avaliar se a dose média de antraciclina e a data de publicação dos estudos interferiram na prevenção da ocorrência de evento cardíaco”, explicou Ariane.

Métodos e resultados

Os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática e metanálise. A revisão foi registrada no banco de dados PROSPERO (CRD42017077462). Foram pesquisados dados de 1990 a agosto de 2017 no Cadastro Central da Cochrane de Ensaios Controlados, Google Acadêmico, MEDLINE/Pubmed, LILACS, Web of Science, referências de artigos e procedimentos da ASCO. Estudos avaliando insuficiência cardíaca congestiva e evento cardíaco (alterações da função cardíaca sem sintomas cardíacos ou hospitalização por motivos cardíacos) foram incluídos como desfechos primários.

A pesquisa resultou em 1603 artigos, dos quais foram incluídos 7 estudos que forneceram 1545 participantes. A meta-análise mostrou um efeito benéfico global do dexrazoxano na redução do risco de eventos cardíacos (OR 0,262, IC 95%: 0,169-0,407, p <0,0001). Em dois dos sete estudos que avaliaram o desfecho do evento cardíaco, os pacientes foram previamente expostos a antraciclinas. Neste subgrupo de pacientes, foi encontrado um odds ratio de 0,244 (95% IC, 0,102 a 0,584). No subgrupo do estudo, em que os pacientes não relataram exposição prévia à antraciclina, o odds ratio foi de 0,266 (95%, 0,149 a 0,478 IC).

O teste Q para avaliar a diferença entre os subgrupos mostrou um valor de 0,026 com p = 0,871, implicando ausência de diferença entre os subgrupos. A meta-regressão múltipla foi realizada, adicionando ao modelo a dose média e as variáveis de idade dos estudos para uma análise combinada. A análise estatística do impacto dos dois cofatores combinados não mostrou associação significativa (teste Q = 2,36, df = 2 ep = 0,30).

Os autores concluíram que o dexrazoxano reduziu a ocorrência de eventos cardíacos quando adicionado ao regime de quimioterapia baseado em antraciclinas. “Não houve evidência de que o benefício da redução de eventos cardíacos com o uso de dexrazoxano fosse diferente conforme o uso de antraciclina em quimioterapia anterior, nem pela dose média de antraciclina utilizada”, concluiu Ariane.

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