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AtualizadoSex, 23 Ago 2019 1pm

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ASCO GU 2015

ASCENDE-RT*: braqui de baixas doses mostra superioridade

Jo__o_Salvajoli_NET_OK.jpgEstudo apresentado no 2015 Genitourinary Cancers Symposium, em Orlando, Flórida, liderado por W. James Morris, da BC Cancer Agency, em Vancouver, Canadá, comparou a eficácia de radioterapia externa com escalonamento de dose (EBRT) e braquiterapia de baixa taxa de dose com iodo-125 (LDR) para a doença de médio e alto risco segundo o National Comprehensive Cancer Network (NCCN). O radio-oncologista João Victor Salvajoli (foto), do Hcor-Onco, comentou os resultados com exclusividade para o Onconews.

A amostra de 400 pacientes foi randomizada para um dos dois braços de tratamento e estratificada por grupo de risco. Ambos os braços receberam 12 meses de terapia de deprivação de androgênio (ADT) com hormônio liberador do hormônio luteinizante (LHRH), mais um anti-andrôgenio não-esteróide durante pelo menos um mês. Após 8 meses de ADT neoadjuvante, ambos os braços receberam RT (46Gy/23#).

Os pacientes designados para EBRT (braço padrão) receberam então um boost de radioterapia externa (até 78 Gy ). Pacientes atribuídos à braquiterapia (braço experimental) receberam iodo-125 de baixas doses (LDR-115Gy). O endpoint primário foi sobrevida livre de recorrência (SLR), definido por critérios bioquímicos.

Resultados

Entre dezembro de 2002 e setembro de 2011, 276 pacientes de alto risco e 122 pacientes de risco intermediário foram recrutados em seis centros de tratamento de câncer. 200 homens foram designados para receber EBRT e 198 para braquiterapia de baixas doses. Os braços de tratamento foram bem equilibrados em termos de idade e fatores prognósticos conhecidos.

O seguimento médio foi de 6,5 anos; 65 homens tiveram > 9 anos de seguimento. Na análise por intenção de tratar, as estimativas Kaplan-Meier para 3; 5; 7 e 9 anos de sobrevida livre de recorrência foram de 94% vs 94%, 77% vs 89%, 71% vs 86%, e 63% vs 83%, respectivamente, para EBRT e braqui de baixas doses (HR=0,473; 95% CI 0,292-0,765; P=0,0022).

Na randomização (p <0,001), fatores como PSA inicial (p=0,006) e estadio clínico T (p=0,013) foram preditores de sobrevida livre de recorrência em uma análise multivariada, utilizando o modelo  de Cox. A mediana de PSA no último follow up para pacientes sem recidiva atribuídos à braquiterapia LDR foi de 0,02 versus 0,24 ng/mL para EBRT.

Em conclusão, o estudo randomizado mostrou que a braqui de baixas doses foi muito mais eficaz do que a radioterapia externa com boost de dose em pacientes com câncer de próstata de risco desfavorável bioquimicamente livre de doença.

“O estudo comparou boost com RT externa (até 78 Gy) ou com braquiterapia (LDR - 115 Gy) após neoadjuvância hormonal (8m) e RT pélvica (46Gy). Demonstrou melhor controle bioquímico com o boost com braquiterapia, às custas de aumento de complicações, principalmente GU, apesar de não ter conseguido promover ganho em sobrevida ou redução no risco de metástase” esclarece o  radio-oncologista João Victor Salvajoli, do Hcor-Onco, do grupo Oncoclínicas.”Acredito que essa alternativa, que permite aumentar a dose biológica efetiva (DBE) por administrar grande concentração de dose em curto intervalo de tempo, possa representar uma boa alternativa, principalmente para pacientes com grande volume tumoral”, conclui.

Informações do ensaio clínico: NCT00175396

Referência: Abstract 3 - ASCENDE-RT*: A multicenter, randomized Trial of  dose-escalated external beam radiation therapy (EBRT-B) versus low-dose-rate brachytherapy (LDR-B) for men with unfavorable-risk localized prostate cancer.

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