23042019Ter
AtualizadoSeg, 22 Abr 2019 6pm

banner_freud_adv_468x60.jpg

ASH 2014

RESONATE-17: ibrutinibe mostra resultado promissor em LLC

imbruvica.jpgO estudo de fase III RESONATE e o ensaio de fase II RESONATE-17, desenhado para avaliar a eficácia e segurança do ibrutinibe no tratamento da Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) recorrente ou refratária, apresentaram na 56ª ASH dados que mostram os benefícios desse agente terapêutico na população geral de pacientes e principalmente no subgrupo com deleção do cromossomo 17 (del 17p), variante agressiva da doença. O oncohematologista Marcelo Eduardo Zanella Capra comenta com exclusividade para o Onconews os resultados do RESONATE-17.

“Este estudo de fase II com 144 pacientes mostra que, no subgrupo com alteração genética no cromossomo 17, achado que caracteriza um prognóstico bastante desfavorável, o medicamento ibrutinibe apresentou uma taxa global de resposta de 82,6% em pacientes que falharam a pelo menos um tratamento, sendo que após um ano, 79,3% estavam vivos e sem progressão da doença”, esclarece Capra.

O oncohematologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, em Porto Alegre, RS, acrescenta que os dados anunciados agora nesta conferência anual da ASH complementam outro recente estudo publicado no New England Journal of Medicine (doi: 10.1056/NEJMoa1400376) que mostrou atividade superior do ibrutinibe na população com deleção da 17p. “Os resultados envolvendo pacientes com este marcador de mau prognóstico foram muito atrativos”, diz ele.

O ibrutinibe é o primeiro inibidor de tirosina quinase de Bruton aprovado para o tratamento da LLC.

Métodos e resultados

Os pacientes com LLC com del 17p que falharam a pelo menos uma terapia foram inscritos para receber 420 mg de ibrutinibe oral uma vez ao dia, até progressão. Todos os doentes que receberam pelo menos uma dose de ibrutinibe foram incluídos na análise. O desfecho primário foi a taxa de resposta global (TRG) por um comitê de revisão independente. Outros objetivos incluíram a duração da resposta, sobrevida livre de progressão (SLP), e segurança do ibrutinibe.

Entre os 144 pacientes tratados, a idade média foi de 64 anos (48% com 65 anos ou mais) e todos tinham del 17p. As características basais incluíram 63% de pacientes com doença avançada (RAI III ou IV), 49% com linfadenopatia volumosa de pelo menos 5 cm, e 10% com linfadenopatia de pelo menos 10 cm. A linha de base mediana da contagem absoluta de linfócitos (CAL) foi de 32,9 x 109/l, com 57% dos pacientes com CAL de, pelo menos, 25,0 x 109 /l. Os níveis basais de beta-2 microglobulina foram de, pelo menos, 3,5 mg /l em 78% dos pacientes (intervalo 1,8-19,8 mg /l), e os níveis de lactato desidrogenase foram, pelo menos, de 350 U /lL em 24% dos pacientes (intervalo de 127-1979 U /lL).

A taxa de resposta objetiva foi de 82,6%, incluindo 17,4% de resposta parcial com linfocitose (PR-L). A resposta completa (RC) com a recuperação da medula óssea incompleta (CRI) foram notificadas em três pacientes avaliados.

Em um seguimento médio de 13,0 meses (intervalo 0,5-16,7 meses), a mediana de SLP não havia sido alcançada, nem a duração de resposta. Aos 12 meses, 79,3% estavam vivos e sem progressão da doença, e 88,3% dos que responderam eram livres de progressão. A doença progrediu em 20 pacientes (13,9%).

Em relação ao perfil de segurança, os eventos adversos mais frequentes de qualquer grau foram diarreia (36%, 2% de Grau 3-4), fadiga (30%; 1% Grau 3-4), tosse (24%; 1% Grau 3-4 ), e artralgia (22%; 1% de Grau 3-4). A fibrilação atrial de qualquer grau foi relatada em 11 pacientes (7,6%; 3,5% de Grau 3-4). Sete pacientes relataram câncer de pele basocelular ou espinocelular e um paciente teve mieloma das células plasmáticas. Os eventos adversos mais freqüentes de grau 3-4 foram neutropenia (14%), anemia (8%), pneumonia (8%) e hipertensão (8%). O estudo foi interrompido em 16 pacientes (11,1%), devido a efeitos adversos. No momento do corte de dados, a duração média do tratamento foi de 11,1 meses, sendo que 101 de 144 pacientes (70%) continuaram o tratamento com ibrutinibe.

Em conclusão, ibrutinib demonstrou eficácia significativa em termos de sobrevida livre de progressão, duração de resposta e taxa de resposta objetiva. Em um seguimento médio de 13 meses, a mediana DOR ainda não havia sido alcançada; 79,3% dos pacientes permaneceram 12 meses sem progressão da doença, o que confirma a eficácia observada em estudos anteriores e suporta a recomendação de ibrutinib como terapia eficaz para pacientes de LLC com del 17p.

Referências

Efficacy and Safety of Ibrutinib in Patients with Relapsed or Refractory Chronic Lymphocytic Leukemia or Small Lymphocytic Leukemia with 17p Deletion: Results from the Phase II RESONATE

Susan O'Brien, Jeffrey A. Jones, Steven Coutre, Anthony R. Mato, Peter Hillmen, Constantine Tam, Anders Osterborg, Tanya Siddiqi, Michael J. Thirman, Richard R. Furman, Osman Ilhan, Michael Keating, Timothy G. Call, Jennifer R. Brown, Michelle Stevens-Brogan, Yunfeng Li, Maria Fardis, Fong Clow, Danelle F. James, Alvina D. Chu, Michael Hallek, e Stephan Stilgenbauer

https://ash.confex.com/ash/2014/webprogram/Paper67778.html

 
Publicidade
banner modelo3 newsletter onconews 300x150 pixels
Publicidade
banner astellas2018 v1
Publicidade
banner_janssen2016_300x250_v2.jpg
Publicidade
banner teva inst 300x250