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AtualizadoSex, 24 Jan 2020 8pm

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San Antonio 2019

AMAZONA III descreve a prevalência do câncer de mama hereditário

Alessandra bxA mastologista Alessandra Borba Anton de Souza (foto), médica da PUCRS e membro do Grupo Brasileiro de Estudos em Câncer de Mama (GBECAM), é primeira autora de estudo selecionado para apresentação em poster no San Antonio Breast Cancer Symposium 2019, em análise que descreve a prevalência de pacientes do estudo AMAZONA III com indicação para testes genéticos para a síndrome do câncer de mama e ovário hereditário (HBOC).

A avaliação de risco de câncer hereditário baseia-se no histórico familiar e nas características da neoplasia. Os genes BRCA1 e BRCA 2 são os mais comuns associados à predisposição hereditária para câncer de mama ou ovário. Estudos recentes nos EUA sugerem que 31 a 34% das pacientes com câncer de mama devem ser encaminhadas para avaliação genética. No Brasil, a proporção de pacientes com câncer de mama com indicação para avaliação genética é desconhecida.

Nesta análise, os pesquisadores avaliaram dados de 2950 pacientes inscritas no banco de dados do AMAZONA III no período de 2016 a 2018, a partir de 23 centros brasileiros, para avaliar a indicação para avaliação genética, segundo as diretrizes da National Comprehensive Cancer Network (NCCN) 2018. 

Resultados

Um total de 1094 (37%) pacientes com câncer de mama foi incluída. Os critérios mais comuns foram idade igual ou inferior a 45 anos (27%), diagnóstico com menos de 50 anos e histórico familiar de câncer de mama (13,5%). Dos 2950 pacientes inscritos, 651 (22%) possuíam informações sobre o teste BRCA. Desses, apenas 45 (6,9%) realizaram o teste: um paciente do sistema público de saúde e os demais do sistema privado. Entre os testados, 18 (40%) apresentaram mutação patogênica.

“Uma elevada proporção de pacientes diagnosticados com câncer de mama no Brasil possui critérios para realizar o teste da síndrome HBOC. No entanto, poucos pacientes têm acesso ao aconselhamento genético e ao teste BRCA, especialmente no sistema público de saúde”, argumentam os autores.” É fundamental implementar políticas de saúde para facilitar o acesso a cuidados especializados em câncer hereditário”, concluem. 

Referência: Poster Session 2 - P2-09-11. Prevalence of patients with indication of genetic evaluation for hereditary breast and ovarian syndrome in the Brazilian cohort study - AMAZONA III

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