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AtualizadoDom, 19 Mai 2019 10pm

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ASCO GU 2019

Imunoterapia: expectativa de cura e realidade

Cristiane Bergerot NET OKEstudo que tem como primeira autora a psico-oncologista Cristiane Decat Bergerot (foto), pesquisadora do City of Hope, analisou resultados clínicos e expectativas de pacientes com tumores geniturinários tratados com imunoterapia. Os resultados foram apresentados na sessão de pôster do simpósio ASCO GU 2019 e mostram que parcela considerável de pacientes têm expectativas irreais em torno do potencial benefício da imunoterapia.

 

Métodos

O estudo foi realizado em pacientes com câncer GU avançado que iniciaram tratamento com inibidores de PD-1 / PD-L1 de outubro de 2017 a setembro de 2018. Os pacientes foram selecionados antes do início da imunoterapia e estratificados por expectativa de cura (dividida em 4 quartis), sintomas de ansiedade e depressão (PROMIS-A e PROMIS-D) e qualidade de vida (QV; FACT-G). Para fins da pesquisa, a cura foi equiparada a uma resposta completa durável. Diferenças na frequência de ansiedade, depressão e QV foram comparadas entre subgrupos de pacientes divididos pela expectativa de cura.

Resultados

Os resultados mostram que 23% dos pacientes acreditavam que a cura era “muito provável”, definida como na faixa de 76-100%. Aproximadamente 70% dos pacientes estimaram cura na faixa de 0-25%, de acordo com o aconselhamento clínico. Esses pacientes apresentaram maiores taxas de ansiedade (P = 0,01), depressão (P = 0,002) e pior QV (P = 0,003) em comparação com os pacientes que achavam que a cura era muito provável.

Entre 60 pacientes, a mediana de idade foi de 67 anos, 72% eram do sexo masculino e 81% casados. Os tipos de câncer incluídos foram carcinomas de células renais (RCC, 69%), carcinoma urotelial (UC,19%) e câncer de próstata (12%). A maioria estava na 1ª ou 2ª linha de tratamento (40% e 31%, respectivamente).

A conclusão dos autores é de que uma proporção considerável de pacientes com malignidades avançadas de GU têm expectativas irreais em torno do benefício potencial da imunoterapia. Aqueles com expectativas mais realistas tiveram melhor bem-estar emocional e QV. Os autores sinalizam que novos parâmetros serão avaliados longitudinalmente em um teste SWOG com pacientes com mRCC recebendo imunoterapia prévia.

Referência: J Clin Oncol 37, 2019 (suppl 7S; abstr 591) 

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