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AtualizadoQua, 28 Fev 2024 5pm

ASH 2023

Epcoritamab mostra resultados no linfoma folicular recidivante/refratário difícil de tratar

ASH Sangue NET OK 2O tratamento com o anticorpo biespecífico epcoritamab como agente único conferiu taxa de resposta global de 82% e 63% de taxa de resposta completa em pacientes adultos com linfoma folicular recidivante/refratário previamente tratados com duas ou mais terapias. Os resultados são do estudo de Fase 1/2 EPCORE™ NHL-1, selecionado para apresentação em pôster no ASH 2023.

“Apesar dos recentes avanços terapêuticos, existe uma necessidade não atendida de opções de tratamento eficazes, bem toleradas e convenientes para pacientes com linfoma folicular (FL) recidivante/refratário (R/R). Em particular, os pacientes com doença de alto risco, incluindo aqueles refratários ao tratamento anti-CD20 e a um agente alquilante (duplo refratário) e aqueles com progressão da doença dentro de 2 anos de imunoquimioterapia de primeira linha (POD24), precisam de opções de tratamento mais eficazes”, afirmaram os autores.

EPCORE™ NHL-1 (NCT03625037; fase 1/2) é um ensaio aberto, multicêntrico, que avalia segurança e eficácia preliminar de epcoritamab, um anticorpo CD3xCD20 biespecífico administrado por via subcutânea. O estudo consiste em três partes: uma fase 1, first in human, de escalonamento de dose; uma parte de expansão da Fase 2a; e uma parte de otimização de dose da Fase 2a. O estudo foi desenhado para avaliar epcoritamab subcutâneo em pacientes adultos com linfoma não-Hodgkin (LNH) de células B maduras CD20+ recidivante, progressivo ou refratário, incluindo linfoma folicular.

No ASH 2023, foram apresentados os resultados iniciais da coorte de expansão de dose de linfoma folicular.

Pacientes com linfoma folicular recidivante/refratário CD20+ (grau [G] 1–3A) que receberam ≥2 linhas anteriores de tratamento sistêmico receberam epcoritamab subcutâneo em doses crescentes (step-up doses - SUD 1 e 2) no ciclo 1, seguido por doses completas de 48 mg em ciclos de 28 dias: QW, C1–3; Q2W, C4–9; e Q4W, C≥10 até progressão da doença ou toxicidade inaceitável.

O endpoint primário foi a taxa de resposta global (ORR) avaliada de acordo com os critérios de Lugano por um comité de revisão independente. Como endpoint secundário, a doença residual mínima (DRM) foi avaliada no sangue periférico utilizando o ensaio clonoSEQ® (Adaptive Biotechnologies, Seattle, WA).

Resultados

Entre setembro de 2020 e outubro de 2022, 128 pacientes com linfoma folicular R/R G1–3A foram inscritos para receber epcoritamab subcutâneo. Em 21 de abril de 2023, o acompanhamento médio foi de 17,4 meses. A mediana de idade foi de 65 anos, 61% dos pacientes tinham FLIPI (Follicular Lymphoma International Prognostic Index) 3-5 e 85% tinham doença estágio III-IV.

O número mediano de linhas anteriores de tratamento foi 3 (variação de 2 a 9); com 31% dos pacientes com 4 ou mais linhas anteriores de tratamento. As terapias anteriores mais comuns incluíam antraciclinas (77%), lenalidomida (31%) e transplante autólogo de células-tronco (19%). A maioria dos pacientes eram refratários primários (54%), refratários duplos (70%) ou refratários ao último tratamento anterior (69%); 42% tiveram progressão da doença em 2 anos (POD24) e 52% progrediram dentro de 2 anos após o início de qualquer tratamento de primeira linha.

A taxa de resposta global (ORR) foi de 82%, com taxa de resposta completa (CR) de 63%. O tempo médio para resposta e resposta completa foi de 1,4 e 1,5 meses, respectivamente. As taxas de ORR/CR foram geralmente consistentes em subgrupos de alto risco pré-especificados: duplo refratário, 76%/56%; refratário ao último tratamento primário, 74%/51%; DPO24, 80%/61%; progressão dentro de 2 anos após o início de qualquer tratamento de primeira linha, 79%/64%.

Altas taxas de ORRs/CR foram observadas em todas as linhas de tratamento, com uma tendência de taxas mais altas nas linhas anteriores: 2 linhas anteriores, 89%/72%; 3 linhas anteriores, 88%/68%; ≥4 linhas anteriores, 68%/45%. A mediana de sobrevida livre de progressão (SLP) foi de 15,4 meses; a mediana de duração da resposta, duração da resposta completa e a sobrevida global não foram alcançadas. “Estima-se que 85% e 74% dos pacientes com resposta completa permaneceram em resposta aos 12 e 18 meses, respectivamente. A negatividade da doença residual mínima (MRD) foi correlacionada com a melhora da sobrevida livre de progressão”, observaram os autores.

Os eventos adversos relacionados ao tratamento (TEAEs) mais comuns de qualquer grau foram síndrome de liberação de citocinas (SRC, 66%), reação no local da injeção (57%), COVID-19 (40%), fadiga (30%), neutropenia (28%), diarreia (27%) e pirexia (25%). TEAEs que levaram à descontinuação do tratamento ocorreram em 19% dos pacientes, sendo o mais comum a COVID-19.

A síndrome de liberação de citocinas foi maioritariamente de baixo grau (40% G1, 25% G2, 2% G3) e ocorreu principalmente após a primeira dose completa (tempo médio de início após a primeira dose completa, 15 h). Nenhum evento de SRC levou à descontinuação do tratamento.

A síndrome de neurotoxicidade associada a células efetoras imunes (ICANS) foi relatada em 8 pacientes (6% no geral; 4% no G1, 2% no G2); todos resolvidos sem levar à descontinuação do tratamento. TEAEs fatais ocorreram em 13 pacientes (10%).

Em síntese, epcoritamab subcutânea como agente único resultou em respostas profundas e duradouras com altas taxas de resposta global e resposta completa em pacientes de alto risco e difíceis de tratar com linfoma folicular recidivante/refratário. As respostas foram consistentes entre os subgrupos.

“Foi observada uma correlação entre a negatividade da doença residual mínima e a sobrevida livre de progressão. O perfil de segurança foi manejável, com ocorrência de síndrome de liberação de citocinas previsível, e uma redução na ocorrência e gravidade da observada com um regime otimizado de doses crescentes. No geral, nenhum novo sinal de segurança foi observado”, concluíram os autores.

Referência: 1655 Epcoritamab SC Monotherapy Leads to Deep and Durable Responses in Patients with Relapsed or Refractory Follicular Lymphoma: First Data Disclosure from the Epcore NHL-1 Follicular Lymphoma Dose-Expansion Cohort

 

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