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AtualizadoQui, 11 Ago 2022 5pm

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2022

HIMALAYA: durvalumabe e tremelimumabe no carcinoma hepatocelular

alexandre palladino inca bxEstudo randomizado internacional de Fase 3 (HIMALAYA) mostrou que a combinação dos imunoterápicos durvalumabe e tremelimumabe melhorou significativamente a sobrevida global (SG) versus sorafenibe em pacientes com carcinoma hepatocelular irressecável. Agora, análise apresentada no ESMO GI 2022 trouxe resultados por função hepática basal e concluiu que esse regime, designado de regime STRIDE, mostrou perfil benefício-risco favorável, indicando que tanto STRIDE quanto durvalumabe em monoterapia podem representar novas opções de tratamento no carcinoma hepatocelular irressecável para pacientes com função hepática comprometida. Alexandre Palladino (foto), chefe da oncologia clínica do Hospital do Câncer I (INCA), comenta os resultados.

“O tratamento sistêmico do carcinoma hepatocarcinoma é um desafio porque a maior parte destes pacientes tem limitações ao tratamento por comorbidades e por doença hepática crônica de base. Está análise do estudo HIMALAYA avaliou o benefício-risco do tratamento de acordo com a classificação ALBI, que permite uma avaliação com parâmetros objetivos da função hepática e foi validada em mais de 5 mil pacientes submetidos a diferentes tipos de tratamentos”, esclarece Palladino.

Este estudo (HIMALAYA) incluiu pacientes com classificação Child-Pugh A. A função hepática basal foi avaliada usando o escore de albumina-bilirrubina (ALBI) (log10[bilirrubina] x 0,66 albumina x 0,085). As análises exploratórias avaliaram SG, taxa de resposta objetiva (ORR), duração da resposta (DoR), tempo de resposta (TTR) e segurança em pacientes classificados em ALBI grau 1 (escore -2,60), ALBI grau 2 (escore>- 2,60 a -1,39) e ALBI grau 3 (escore>-1,39). As razões de risco de SG (HRs) e intervalos de confiança de 95% (ICs) foram calculados usando um modelo de risco proporcional de Cox ajustado para tratamento, etiologia, status de desempenho ECOG e invasão macrovascular. Devido ao pequeno tamanho da amostra, os resultados para o subgrupo ALBI grau 3 (STRIDE, n=1; durvalumabe, n=2; sorafenibe, n=1) foram combinados com o subgrupo ALBI grau 2.

O regime STRIDE refere-se à combinação do anti CTLA4 tremelimumabe com o anti PD-L1 durvalumabe (STRIDE - Single Tremelimumab Regular Interval Durvalumab). 

Resultados

Os pacientes foram randomizados para STRIDE, durvalumabe e sorafenibe, classificados como ALBI grau 1 (n = 217, n = 198 e n = 203, respectivamente) ou ALBI grau 2/3 (n = 175, n = 191 e n = 186, respectivamente). No baseline, características demográficas e características da doença foram semelhantes entre os braços de tratamento. Em pacientes com ALBI grau 1, a HRs (IC 95%) foi de 0,79 (0,62-1,01) para STRIDE vs sorafenibe, consistente com o conjunto de análise (0,78 [IC 96%, 0,65-0,93]) e de 0,91 (0,71-1,15) para durvalumabe vs sorafenibe, numericamente maior do que o conjunto de análise (0,86 [IC 96%, 0,73-1,03]).

A mediana de SG foi de 23,43 meses (19,19-28,75) com STRIDE, 21,16 meses (17,38-25,86) com durvalumabe e 19,02 meses (15,67-23,16) com sorafenibe. As taxas de SG em 36 meses foram de 38,0%, 27,0% e 27,3%, respectivamente. As ORRs foram de 21,7% para STRIDE, 18,7% para durvalumabe e 7,4% para sorafenibe. A mediana de duração de resposta foi de 22,34 meses (8,71-Não alcançado [NR]), 23,26 meses (7,43-NR) e 22,06 meses (6,51-25,99), respectivamente; o TTR mediano foi de 2,07 meses (1,84-3,94), 1,91 meses (1,81-3,98) e 3,52 meses (1,84-5,49), respectivamente.

Em pacientes com ALBI grau 2/3, a razão de risco para SG foi de 0,83 (0,65-1,05) para STRIDE vs sorafenibe e de 0,87 (0,69-1,09) para durvalumabe vs sorafenibe. A mediana de SG foi de 11,30 meses (9,33-14,19) com STRIDE, 12,29 meses (9,30-16,03) com durvalumabe e 9,72 meses (7,23-11,76) com sorafenibe, enquanto as taxas de SG em 36 meses foram de 21,8%, 22,5% e 12,9%, respectivamente. As ORRs foram de 18,3% para STRIDE, 15,2% para durvalumabe e 2,7% para sorafenibe. A mediana de duração de resposta foi de 26,55 meses (7,43-NR), 13,83 meses (7,43-27,43) e 12,25 meses (7,69-NR), respectivamente; TTR mediano (IQR) foi de 3,52 meses (1,91-5,40), 3,65 meses (1,94-3,94) e 9,10 meses (7,79-11,01), respectivamente. A segurança nos subgrupos ALBI foi geralmente consistente com o conjunto de análise.

“STRIDE mostrou perfil benefício-risco favorável em comparação com os subgrupos de sorafenibe. STRIDE e durvalumabe podem representar novas opções de tratamento no carcinoma hepatocelular irressecável para pacientes com função hepática menos otimizada”, destacam os autores.

“A análise dos pacientes do estudo Himalaya de acordo com a função hepática classificada pelo escore ALBI mostra que o tratamento com imunoterapia é seguro e com boa relação benefício-risco mesmo na população de pacientes com pior função hepática, grupo este bastante frequente em nossa prática clínica”, conclui Palladino.

Referência: O-5 Outcomes by baseline liver function in patients with unresectable hepatocellular carcinoma treated with tremelimumab and durvalumab in the phase 3 HIMALAYA study - D. Rossini et al.

 

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