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AtualizadoTer, 09 Ago 2022 8pm

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Daichii Sankyo

2022

RATIONALE-306: tislelizumabe mais quimioterapia na primeira linha do câncer de esôfago avançado ou metastático

tulio pfifer 21A combinação do anti-PD-1 tislelizumabe e quimioterapia melhorou significativamente a sobrevida global no tratamento de primeira linha de pacientes com carcinoma de células escamosas de esôfago irressecável, localmente avançado ou metastático, independentemente do status de PD-L1. Os resultados são do estudo de Fase 3 RATIONALE 306, selecionados como Late Breaking Abstract 1 (LBA1) no ESMO GI 2022. Tulio Pfiffer (foto), oncologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, comenta os resultados.

O anticorpo anti-PD-1 tislelizumab tem demonstrado benefício de sobrevida como tratamento de segunda linha de pacientes com carcinoma de células escamosas de esôfago. Agora, no ESMO 2022, foram apresentados os resultados da análise interina do estudo de fase 3 RATIONALE-306, que avaliou a eficácia e segurança de tislelizumab mais quimioterapia versus placebo mais quimioterapia em pacientes com carcinoma de células escamosas de esôfago avançado ou metastático no cenário de primeira linha.

Neste estudo randomizado, duplo-cego, global, foram incluídos pacientes adultos com carcinoma de células escamosas de esôfago localmente avançado ou metastático, sem tratamento sistêmico prévio, independentemente do status da expressão de PD-L1. Os pacientes foram randomizados (1:1) para receber tislelizumabe 200 mg (Braço A) ou placebo (Braço B) por via intravenosa uma vez a cada três semanas, ambos em combinação com quimioterapia de escolha do investigador (ICC; platina [cisplatina ou oxaliplatina] e fluoropirimidina [capecitabina ou 5-FU] ou platina e paclitaxel) até progressão da doença por RECIST v1.1, toxicidade intolerável ou retirada de consentimento.

A randomização foi estratificada por região geográfica, terapia definitiva prévia e ICC. O endpoint primário foi a sobrevida global (SG) na população com intenção de tratar (ITT). Os desfechos secundários hierárquicos testados sequencialmente foram sobrevida livre de progressão (SLP), taxa de resposta objetiva (ORR) pelo investigador, SG no subgrupo com score PD-L1 ≥10% e qualidade de vida relacionada à saúde. Outros desfechos secundários incluíram duração da resposta (DoR) pelo investigador e segurança.

Resultados

Entre os 649 pacientes inscritos de 16 países/4 regiões (74,9% e 25,1% da Ásia e países não asiáticos [Europa, Oceania e América do Norte]), 326 e 323 pacientes foram randomizados para os Braços A e B, respectivamente (população ITT). Na data de cutoff (28 de fevereiro de 2022), o acompanhamento médio foi de 16,3 e 9,8 meses nos braços A e B, respectivamente.

O estudo atingiu seu desfecho primário na análise interina, demonstrando melhora estatisticamente significativa de sobrevida global no Braço A em comparação com o Braço B (SG mediana: 17,3 vs 10,6 meses; HR 0,66 [95% CI 0,54, 0,80], p <0,0001). A melhoria de sobrevida global foi observada de forma consistente em subgrupos pré-especificados, incluindo opção de ICC, região e status de expressão de PD-L1.

Em pacientes com pontuação PD-L1 ≥10%, o Braço A também demonstrou melhora significativa na SG em comparação com o Braço B (mediana de SG: 16,8 vs 10,0 meses, HR 0,61 [95% CI 0,44, 0,85], p = 0,0017). Uma melhora significativa na sobrevida livre de progressão foi observada no Braço A vs Braço B (SLP mediana: 7,3 vs 5,6 meses; HR 0,62 [95% CI 0,52, 0,75], p <0,0001).

O braço A foi associado a uma taxa de resposta objetiva mais alta (63,5% vs 42,4%, odds ratio 2,38 [95% CI 1,73, 3,27], p <0,0001) e resposta mais durável (DoR mediana: 7,1 [95% CI 6,1, 8,1] vs 5,7 meses [95% CI 4,4, 7,1]) do que o Braço B. Em geral, proporções semelhantes de pacientes no Braço A e B tiveram um ou mais eventos adversos relacionados ao tratamento (TRAE; 96,6% e 96,3%), ≥ TRAEs de grau 3 (66,7% vs 64,5%) e TRAEs levando à obito (1,9% vs 1,2%), respectivamente. Eventos adversos graves relacionados ao tratamento ocorreram em 28,7% vs 19,3%, e eventos adversos que levaram à descontinuação ocorreram em 31,8% vs 22,4% nos Braços A vs B.

Nenhum novo sinal de segurança para tislelizumab foi observado.

“Tislelizumabe mais quimioterapia como tratamento de primeira linha demonstrou melhora estatisticamente e clinicamente significativa na sobrevida global em relação a placebo mais quimioterapia em pacientes com carcinoma de células escamosas de esôfago, com perfil de segurança manejável”, destacaram os autores.

Pfiffer observa o estudo RATIONALE 306 foi muito valorizado no ESMO GI por 2 motivos. “Primeiro, ele confirmou novamente um importante benefício da adição de imunoterapia nesta população, com ganhos robustos dos principais endpoints: sobrevida global, 6,7 meses; taxa de resposta, 21,5%; e sobrevida livre de progressão, 1,7 meses. Segundo, muito destacado pelo apresentador, foi o fato de que grande parte dos pacientes receberam quimioterapia com oxaliplatina. Dessa forma, o RATIONALE 306 nos respalda em associar imunoterapia com protocolos de quimioterapia amplamente utilizados em nossa prática clínica”, conclui.

Identificação do ensaio clínico: NCT03783442.

Referência: LBA-1 RATIONALE-306: Randomized, global, placebo-controlled, double-blind phase 3 study of tislelizumab plus chemotherapy versus chemotherapy as first-line treatment for advanced or metastatic esophageal squamous cell carcinoma (ESCC)  - H. Yoon, K. Kato, E. Raymond, R. Hubner, Y. Shu, Y. Pan, Y. Jiang, J. Zhang, S. Park, T. Kojima, C. Lin, E. Gotovkin, L. Wyrwicz, R. Ishihara, L. Li, A. Tao, J. Shi, L. Wang, J. Xu

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