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AtualizadoQua, 29 Jun 2022 9pm

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Daichii Sankyo

2022

Impacto prognóstico das metástases ósseas em pacientes com carcinoma urotelial metastático

stecca 22 bxO oncologista Carlos Stecca (foto), ex-clinical research fellow no Princess Margaret Cancer Centre e atual membro do corpo clínico do Centro de Oncologia do Paraná é primeiro autor de análise post-hoc selecionada para apresentação em pôster no ASCO 2022 que avaliou o impacto das metástases ósseas, bem como o status PD-L1 nos resultados de pacientes com carcinoma urotelial metastático tratados com inibidores de checkpoint imune. Os dados foram derivados do estudo de Fase 3 DANUBE, que comparou durvalumabe, durvalumabe + tremelimumabe e quimioterapia padrão (SoC) nessa população de pacientes.

No carcinoma urotelial metastático (mUC), as metástases ósseas (do inglês, BM – bone metastasis) estão associadas a morbidade e mortalidade significativas, mas seu impacto independente nos desfechos não está bem estabelecido, especialmente na era atual dos inibidores de checkpoint imunológico (ICIs).

Nesse estudo, foram coletadas características dos pacientes, características da doença, tratamentos e desfechos. Os pacientes foram categorizados em dois grupos: com e sem metástases ósseas. Os desfechos incluíram mediana de sobrevida global (SG) e mediana de sobrevida livre de progressão (SLP), estimada pelo método de Kaplan-Meier. A expressão de PD-L1 foi avaliada usando o Ensaio VENTANA PD-L1 (SP263).

Resultados

No total, 1.032 pacientes foram incluídos; 266 tinham metástases ósseas (durvalumabe (D), 80; durvalumabe + tremelimumabe (T), 97; padrão de tratamento (SoC), 89), e 766 não tinham metástases ósseas (D, 262; D+T, 249; SoC, 255). Entre todos os pacientes, aqueles com metástases ósseas tiveram sobrevida global menor em comparação com aqueles sem BM (HR, 1,67; 95% CI, 1,43-1,92; P nominal < 0,0001) ao controlar a elegibilidade da cisplatina, expressão de PD-L1, presença de metástases viscerais, e tratamento. Da mesma forma, pacientes com metástases ósseas apresentaram menor sobrevida livre de progressão em comparação com aqueles sem BM (HR, 1,52; 95% CI, 1,30-1,75; P nominal < 0,0001).

Dentro de cada braço de tratamento, a mediana de sobrevida global foi menor para pacientes com BM em comparação com pacientes sem BM para todos os pacientes, independentemente do status de PD-L1 (Tabela). Pacientes com metástases ósseas e alta expressão de PD-L1, tratados com durvalumabe ou durvalumabe + tremelimumabe, apresentaram mediana de sobrevida global numericamente maior em comparação com aqueles com baixa expressão de PD-L1; essa diferença também foi observada em pacientes sem metástase óssea. Em contraste, não houve diferença na mediana de sobrevida global, com ou sem metástase óssea, com base na expressão de PD-L1 para pacientes tratados com o padrão de tratamento (Tabela).

Em conclusão, nesta análise post-hoc, a presença de metástase óssea foi significativa e consistentemente associada a piores resultados em pacientes com carcinoma urotelial metastático em todos os braços de tratamento do estudo DANUBE. “A alta expressão de PD-L1 foi associada a mediana de sobrevida global mais alta em pacientes tratados com durvalumabe ou durvalumabe + tremelimumabe, independentemente da presença de metástase óssea. Esses dados reforçam o impacto prognóstico negativo da metástase óssea no carcinoma urotelial metastático e o papel da expressão de PD-L1 na previsão de benefícios para pacientes tratados com inibidores de checkpoint”, observaram os autores.

O estudo foi financiado pela AstraZeneca, e está registrado em ClinicalTrials.Gov; NCT02516241.

 

D (N = 342)

D+T (N = 346)

SoC (N = 344)

Median OS (months)

     

Overall Population

     

No BM (N = 766)

15,8

17,8

13,8

With BM (N = 266)

6,8

10,4

9,5

By PD-L1 Expression

     

No BM, PD-L1 high, n = 470 (61%)

17,9

20,2

13,6

No BM, PD-L1 low, n = 296 (39%)

13,8

14,2

13,9

With BM, PD-L1 high, n = 151 (57%)

7,9

12,5

9,6

With BM, PD-L1 low, n = 115 (43%)

4,7

6,9

9,4

 

Referência: Prognostic impact of bone metastasis in patients with metastatic urothelial carcinoma (mUC) treated with durvalumab (D) with or without tremelimumab (T) in the DANUBE study.
First Author: Carlos Stecca, MD
Meeting: 2022 ASCO Annual Meeting
Session Type: Poster Session
Session Title: Genitourinary Cancer—Kidney and Bladder
Track: Genitourinary Cancer—Kidney and Bladder
Subtrack: Urothelial Cancer - Advanced/Metastatic
Abstract #: 4564
DOI: 10.1200/JCO.2022.40.16_suppl.4564

  

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