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AtualizadoQua, 28 Fev 2024 5pm

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Daichii Sankyo

 

Coberturas Especiais

UNITE: enfortumabe vedotina após manutenção com avelumabe no carcinoma urotelial avançado

amanda nizam 2Análise retrospectiva demonstrou que pacientes com carcinoma urotelial avançado que receberam o conjugado anticorpo-medicamento enfortumabe vedotina (EV) após manutenção com avelumabe tiveram resultados semelhantes aos dados que levaram à sua indicação aprovada pela U.S. Food and Drug Administration (FDA). Os resultados foram apresentados na sessão Rapid Oral Abstract pela oncologista Amanda Nizam (foto), da Cleveland Clinic.

“Avelumabe de manutenção (MAv) é aprovado em pacientes com carcinoma urotelial avançado (aUC) sem progressão (PD) à terapia de primeira linha à base de platina (PBT). Como os pacientes nos ensaios principais de enfortumabe vedotina não receberam avelumabe de manutenção após a progressão à platina, os dados sobre os resultados EV pós manutenção com avelumabe são limitados”, afirmaram os autores.

Nesse estudo multicêntrico retrospectivo (UNITE) foram incluídos pacientes que receberam quimioterapia à base de platina sequencial, avelumabe de manutenção e depois enfortumabe vedotina em monoterapia. A taxa de resposta observada (ORR) avaliada pelo investigador foi verificada para pacientes com exames após ≥ 1 ciclo EV usando teste χ2 e regressão logística. A sobrevida global (SG) e sobrevida livre de progressão (SLP) foi medida desde o início de EV e avaliada usando o método ΚΜ e o modelo de riscos proporcionais de Cox.

Resultados

Os pesquisadores analisaram 633 pacientes em 16 locais nos Estados Unidos, 49 dos quais receberam quimioterapia sequencial à base de platina, avelumabe de manutenção e enfortumabe vedotina. Os pacientes tinham mediana de idade de 72 anos; 63% homens; 96% caucasianos; 82% ECOG PS 0/1, 71% tumor do trato inferior; histologia urotelial pura 65%. 71% apresentavam metástases viscerais ou ósseas; 33% de pontuação de Bellmunt (BS) 2-3. Em termos de quimioterapia de platina, 67% receberam QT à base de cisplatina (cis); 26% à base de carboplatina (carbo); e 6% terapia baseada em cis e carbo. O tempo mediano desde o início da quimioterapia à base de platina até o tratamento com enfortumab vedotin foi de 8,5 meses.

A melhor resposta à quimio à base de platina foi resposta completa (12%), resposta parcial (59%) e doença estável (29%). Num acompanhamento médio de 8,5 meses desde o início do enfortumab vedotin, a taxa de resposta observada (ORR) foi de 54%. Além disso, as medianas de SLP e SG foram de 7,0 (95% CI 5,8-13,3) e 13,3 (95% CI 10,8-NR) meses, respetivamente.

A mediana de SG desde o início da quimioterapia foi de 22,5 meses (95% CI 18,6-NR); 29% dos pacientes permaneceram em EV no corte dos dados; 43% receberam terapia subsequente após EV com tempo médio até a próxima terapia de 6,4 meses (1,8-15,9).

Os resultados foram semelhantes entre os subgrupos com base no tipo de quimioterapia à base de platina recebida, na melhor resposta à quimioterapia à base de platina e no tempo de tratamento com avelumabe. No entanto, a SLP e a SG melhoraram em doentes com score de risco de Bellmunt de 0 a 1 em comparação com aqueles com pontuação de risco de Bellmunt de 2 a 3 (mediana de SLP 12,7 vs 5,3 meses e mediana de SG 16,6 vs 10,1, respetivamente).

Em síntese, pacientes com carcinoma urotelial avançado tratados com enfortumabe vedotina após manutenção com avelumabe tiveram resultados consistentes com os dados de EV na doença refratária à quimioterapia baseada em platina e inibidor de checkpoint. “Estes dados apoiam o uso de enfortumabe vedotina como tratamento de terceira linha após progressão a avelumabe de manutenção, mas devem ser validados em coortes maiores”, concluíram os autores.

SubgroupsORR to EVmPFS: mo (95%CI)mPFS: HR (95%CI)mOS: mo (95%CI)mOS: HR (95%CI)
Cis- vs Carbo-PBT
(n=33 vs 13)*
50% vs 62%;
OR 0.63, p=0.49
8.3 (6.0-14.3) vs 7.0 (5.3-NR), p=0.59 1.26 (0.55-2.87), p=0.59 13.3 (10.8-NR) vs NR (7.6-NR), p=0.33 1.85 (0.52-6.54), p=0.34
CR/PR vs SD on PBT
(n=35 vs 14)
62% vs 33%;
OR 3.27, p=0.10
10.8 (6.0-NR) vs 5.9 (2.5-NR), p=0.18 0.60 (0.28-1.29), p=0.19 14.3 (12.2-NR) vs 10.8 (10.1-NR), p=0.54 0.73 (0.28-1.96), p=0.54
Median time on MAv >3 mo vs ≤3 mo
(n=22 vs 27)
63% vs 45%;
OR 2.06, p=0.26
7.0 (5.3-NR) vs 8.3 (4.8-14.3), p=0.25 0.64 (0.30-1.37), p=0.25 17.2 (12.7-NR) vs 12.2 (7.6-NR), p=0.05 0.36 (0.13-1.05), p=0.06
BS 2-3 vs 0-1 (n=16 vs 27) 50% vs 62%;
OR 0.62, p=0.47
5.3 (3.7-NR) vs 12.7 (6.0-NR),p=0.03 2.34 (1.05-5.19),p=0.04 10.1 (6.9-NR) vs 16.6 (12.7-NR),p=0.02 3.32 (1.11-9.88),p=0.03

*Excluded 3 pts with cis + carbo prior to MAv.

Referência: Outcomes in patients (pts) with advanced urothelial carcinoma (aUC) treated with enfortumab vedotin (EV) after switch maintenance avelumab (MAv) in the UNITE study.

 

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