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AtualizadoSeg, 18 Nov 2019 10pm

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Brasileira recebe ASCO Merit Awards no Quality Care Symposium

Cristiane Bergerot NET OKA psico-oncologista Cristiane Bergerot (foto), atualmente pós-doutoranda no Departamento de Oncologia Médica & Terapêutica Experimental do City of Hope Cancer Center, na Califórnia, foi uma das vencedoras do ASCO Conquer Cancer Merit Awards 2019. Concedido pela Conquer Cancer Foundation, da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), o prêmio reconheceu 12 jovens especialistas pela qualidade dos estudos enviados para apresentação no ASCO 2019 Quality Care Symposium, que aconteceu nos dias 06 e 07 de setembro em San Diego, Califórnia.

 

Os trabalhos apresentados no Simpósio exploram estratégias e métodos para quantificação da experiência do paciente, avaliação de eficiência do provedor de saúde, qualidade e segurança relacionados ao  tratamento do câncer e os consequentes resultados clínicos.

Com base em uma das principais ferramentas usadas pelos oncologistas para mensurar a capacidade de cada paciente de tolerar diferentes tipos de tratamentos (o performance status ECOG), a especialista comparou a auto-avaliação do performance status feita pelos próprios pacientes com a avaliação de rotina realizada pelos médicos. Com os resultados desta comparação, foi possível explorar o impacto das diferenças encontradas na qualidade de vida e prevalência de sintomas emocionais, que potencialmente podem impactar na eficácia do tratamento.

O estudo incluiu pacientes com câncer geniturinário metastático de uma única instituição (City of Hope). Os pacientes responderam a questionários avaliando seu performance status (versão autorreferida ECOG), qualidade de vida (FACT-G) e sintomas psiquiátricos (PROMIS-Ansiedade e Depressão). Os dados clínicos, incluindo performance status ECOG pela avaliação médica, foram extraídos em análise retrospectiva dos prontuários médicos. Análise multivariada foi utilizada para determinar a associação entre performance status, qualidade de vida e sintomas psicológicos.

Resultados

Foram incluídos 83 pacientes. A mediana de idade foi de 67 anos (variação de 31 a 91), 74% eram do sexo masculino e 74% eram casados. Os pacientes foram diagnosticados com carcinoma de células renais avançado (CCR; 54%), câncer urotelial (UC; 23%) ou câncer de próstata (PC; 23%) e estavam recebendo predominantemente terapia de primeira (39%) ou segunda linha (25%).

No geral, os médicos foram mais propensos a classificar os pacientes como ECOG PS 0 em comparação com a auto-avaliação dos pacientes (90% versus 63%, P = 0,01). Diferenças surgiram na relação entre ECOG PS e sintomas emocionais. O ECOG PS reportado pelo médico não estava relacionado a sintomas de ansiedade e nem bem-estar social/familiar (P = 0,001 para cada).

“Este é o primeiro estudo a comparar o performance status reportado por médicos e pacientes com câncer geniturinário. Os médicos parecem superestimar o ECOG PS quando comparado à autoavaliação do paciente”, afirma Cristiane. “Isso tem implicações potenciais para ensaios clínicos nos quais o performance status é usado para elegibilidade e/ou estratificação. O impacto destes resultados ressaltou a necessidade de um estudo mais aprofundado. Desta forma, este fenômeno será avaliado prospectivamente em um estudo clínico do SWOG para pacientes com carcinoma de células renais avançado”, acrescenta a especialista.

Referência: Abstract 195: Comparing clinician- and patient-rated performance status and association with psychosocial status in advanced genitourinary cancer - Cristiane Decat Bergerot et al - J Clin Oncol 37, 2019 (suppl 27; abstr 195) 


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