26102021Ter
AtualizadoSeg, 25 Out 2021 12am

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Daichii Sankyo

ESMO 2021

Re-exposição a inibidor de PARP no câncer de ovário

mariana scaranti bxUm dos destaques da oncoginecologia no congresso europeu, o estudo randomizado de Fase III OReO/ENGOT Ov-38 foi o primeiro a avaliar a re-exposição ao inibidor de PARP (iPARP) olaparibe no câncer de ovário não-mucinoso, em pacientes com recorrência da doença após uma linha anterior de manutenção com iPARP no cenário platina sensível. Mariana Scaranti (foto), oncologista da DASA, comenta os resultados.

Foram incluídas pacientes com mutação  em BRCA1 / 2 (BRCAm) após ≥18 meses [m] da primeira linha [1L] ou após ≥12 m 2L + exposição PARPi anterior e pacientes sem mutação em BRCA (≥12 m 1L ou 6 m 2L + iPARP anterior), randomizadas (2: 1; estratificadas por bevacizumabe anterior [sim vs não] e linhas anteriores de quimioterapia baseada em platina [≤3 vs ≥4]) para receber olaparibe (O) (300 mg 2 vezes ao dia [ou 250mg se 300mg não tolerado anteriormente]) ou placebo (P), até progressão da doença. O endpoint primário foi a sobrevida livre de progressão avaliada pelo investigador (SLP; RECIST v1.1).

Resultados

112 pacientes foram randomizadas na coorte BRCA mutado (O: N = 74; P: N = 38) e 108 na coorte sem mutação em BRCA (O: N = 72; P: N = 36). As pacientes incluídas no estudo foram fortemente pré-tratadas, com 93% da coorte BRCAm e 86% da coorte sem mutação em BRCA tratadas com ≥3 linhas anteriores de qualquer quimioterapia (veja a tabela). Na coorte BRCAm, a mediana de SLP foi de 4,3 meses no braço tratado com olaparibe vs 2,8 no grupo placebo (razão de risco [HR] 0,57; IC de 95% 0,37-0,87; P = 0,022); As taxas de SLP (método Kaplan-Meier) foram de 35% vs 13% em 6 meses e de 19% vs 0% em 12 meses.

 Na coorte sem mutação em BRCA, a mediana de SLP foi de 5,3 vs 2,8 meses em favor de olaparibe (HR 0,43; IC 95% 0,26-0,71; P = 0,002); as taxas de SLP foram de 30% vs 7% em 6 meses e de 14% vs 0% em 12 meses. “Além disso, em uma análise exploratória, o benefício de olaparibe na coorte sem mutação em BRCA pareceu consistente e independente do status quanto a deficiência de recombinação homóloga (HRD)”, observa Mariana.

Eventos adversos (EAs) de grau ≥3 ocorreram em 15% das pacientes no braço olaparibe vs 5% do braço placebo na coorte com mutação BRCA. Na coorte não mutada, EAs ocorreram em 21% vs 8%.  No geral, 3% dos pacientes BRCAm e 1% das não mutadas descontinuaram olaparibe por causa de um evento adverso.

Em conclusão, o ensaio atingiu seu endpoint primário de SLP, mostrando benefício da re-exposição a olaparibe em pacientes com câncer de ovário previamente tratadas com iPARP. O ensaio OReO / ENGOT Ov-38 mostrou que a manutenção com olaparibe melhorou significativamente a sobrevida livre de progressão, independentemente do status de BRCA. Uma parcela de pacientes derivou benefícios de longo prazo clinicamente relevantes, com perfil de segurança consistente com dados já conhecidos.

“Todos os subgrupos pareceram se beneficiar da re-exposição a iPARP, exceto aqueles que receberam tratamento por um curto período anterior a entrada no estudo OReO.  Precisamos entender melhor do ponto de vista molecular, quem são as pacientes que podem ter o maior benefício com a re-exposição e quem são as pacientes que se beneficiariam de combinação de iPARP com outras terapias ou outro tratamento que não iPARP”, conclui Mariana.

Tabela LBA 33

 

BRCAm*

Non-BRCAm

 

O N=74

P N=38

O N=72

P N=36

Median age, y

58,5

61,5

66,5

62,5

No. of prior lines of PBC, %

≤3

64

61

65

67

≥4

36

39

35

33

Response to prior PBC, %

Complete

20

34

26

31

Partial

78

66

74

69

Missing

1

0

0

0

Median duration of prior PARPi, m

21.2

18.3

12.6

12.4

HRD status, %

HRD+

40

44

HRD—§

42

31

*Previously documented gBRCAm or sBRCAm by local testing. gBRCAm negative by local testing; may include pts with undetected sBRCAm. GIS ≥42 and/or a qualifying tBRCAm based on retrospective tumour testing (Myriad myChoice CDx); §GIS <42 and no qualifying tBRCAm. BRCAm, BRCA1 and/or BRCA2 mutation; g, germline; GIS, genomic instability score; HRD, homologous recombination deficiency; s, somatic; t, tumour

Identificação de ensaio clínico: NCT03106987.

Referência: LBA33 - Maintenance olaparib rechallenge in patients (pts) with ovarian carcinoma (OC) previously treated with a PARP inhibitor (PARPi): Phase IIIb OReO/ENGOT Ov-38 trial

 

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