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AtualizadoSeg, 12 Abr 2021 12am

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Daichii Sankyo

ASCO GU 2021

Enfortumabe vedotina é novo padrão no câncer urotelial metastático

BexigaPacientes com carcinoma urotelial localmente avançado ou metastático têm sobrevida limitada após a progressão com quimioterapia contendo platina e regimes anti PD-1 / L1. Enfortumabe vedotina (EV) é um conjugado anticorpo-droga que mostrou eficácia neste cenário de tratamento em estudo de braço único. Agora, ensaio randomizado de Fase III apresentado no ASCO GU 2021 confirma enfortumabe vedotina como novo padrão de tratamento nessa população de pacientes. O estudo foi publicado simultaneamente no New England Journal of Medicine

Este estudo global, aberto, de Fase III avaliou EV versus quimioterapia em pacientes com doença localmente avançada ou metastática (la/ mUC) que receberam quimioterapia contendo platina e tiveram progressão da doença durante ou após o tratamento com anti PD-1 / L1.

Os pacientes elegíveis foram randomizados 1: 1 para receber EV (1,25 mg / kg) nos dias 1, 8 e 15 de cada ciclo de 28 dias ou docetaxel, paclitaxel ou quimioterapia com vinflunina, à escolha do investigador. O endpoint primário foi sobrevida global (SG); Endpoints secundários incluíram sobrevida livre de progressão avaliada pelo investigador (SLP), taxa de resposta objetiva (ORR) e taxa de controle da doença (DCR) por RECIST v1.1, além de dados de segurança.

Os resultados apresentados por Thomas Powles no ASCO GU 2021 referem-se à análise interina pré-planejada, que avaliou a SG quando ≥285 mortes ocorreram, considerando nível de significância unilateral ajustado de P = 0,00679.

Resultados

Os autores descrevem que 608 pacientes com la / mUC foram randomizados para EV (n = 301) ou quimioterapia (n = 307). Em 15 de julho de 2020, 301 mortes ocorreram (EV, n = 134; quimioterapia, n = 167). Após acompanhamento de 11,1 meses, a SG mediana foi significativamente prolongada por 3,9 meses com EV em comparação com a quimioterapia (12,9 vs 9,0 meses, respectivamente; HR = 0,70 [IC de 95%: 0,56-0,89], P unilateral =  0,001).

O benefício de EV na SG foi mantido na maioria dos subgrupos, assim como a sobrevida livre de progressão (5,6 meses vs 3,7 meses; [HR = 0,61 (IC 95%: 0,50-0,75)]; P unilateral <0,00001). Tanto a ORR quanto a DCR foram significativamente maiores com EV vs quimioterapia (40,6% vs 17,9% e 71,9% vs 53,4%, respectivamente; P unilateral <0,001).

Em relação ao perfil de segurança, taxas de eventos adversos relacionados ao tratamento (TRAEs; 93,9% vs 91,8%), incluindo TRAEs graves (22,6% vs 23,4%) foram comparáveis ​​entre os grupos EV e quimioterapia. Taxas de TRAEs de grau ≥3 foram de aproximadamente 50% nos dois braços de análise.

Powles et al. reportam que neutropenia (13,4%) e leucocitopenia (6,9%) foram mais comuns no grupo de quimioterapia, enquanto erupção maculopapular (7,4%) foi mais comum no grupo EV.

“EV é a primeira terapia a mostrar vantagem de sobrevida significativa sobre a quimioterapia padrão em pacientes com la / mUC. Com benefícios clínicos robustos e um perfil de segurança tolerável, EV é um novo padrão de tratamento para esta doença agressiva”, concluem os autores.

O conjugado anticorpo-droga enfortumabe vedotina é direcionado à Nectina-4, uma molécula de adesão celular altamente expressa no carcinoma urotelial avançado ou metastático.

Este estudo está registrado na plataforma ClinicalTrials: NCT03474107.

Referência: Abstract 393 - Primary results of EV-301: A phase III trial of enfortumab vedotin versus chemotherapy in patients with previously treated locally advanced or metastatic urothelial carcinoma. - Powles et al. - J Clin Oncol 39, 2021 (suppl 6; abstr 393) - DOI: 10.1200/JCO.2021.39.6_suppl.393

Enfortumab Vedotin in Previously Treated Advanced Urothelial CarcinomaThomas Powles et al - February 12, 2021 - DOI: 10.1056/NEJMoa2035807

 

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