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AtualizadoSeg, 29 Nov 2021 7pm

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Daichii Sankyo

ESMO 2020

Viabilidade de uma avaliação geriátrica de design realista em uma unidade ambulatorial de oncologia

montagem onconews2 bxEstudo liderado pelos oncologistas Antonio Fabiano Ferreira Filho e Daniela Lessa da Silva (foto), diretores médicos da clínica Oncosinos, em Novo Hambugo (RS), analisou a viabilidade de uma avaliação geriátrica com design realista (RDGA) para verificar os domínios geriátricos mais críticos em pacientes idosos com câncer. O trabalho foi selecionado para apresentação em poster no ESMO 2020 (1860P).

Em todo o mundo, a maioria dos pacientes geriátricos com câncer não recebe qualquer forma de avaliação geriátrica. A falta de tempo e de recursos humanos, a complexidade dos exames geriátricos bem como questões financeiras são os motivos frequentemente citados para a não realização dessas necessárias avaliações nesta população de pacientes.

Avaliamos a capacidade de nosso RDGA para ajudar a equipe de oncologia a projetar decisões médicas sob medida para nossos pacientes, bem como implementar medidas preventivas essenciais antes ou concomitantemente ao tratamento planejado”, esclarecem os autores. 

Métodos e resultados

Previamente à primeira consulta ao paciente, a equipe de enfermagem aplicou o RDGA que consiste em teste de velocidade da marcha (teste de 4 metros), questionário de polifarmácia, mini-avaliação nutricional, escala de depressão geriátrica-5 (GDS-5), e mini-Cog. Foram analisados a estatística descritiva da população e os resultados do RDGA, com atenção especial ao tempo de realização das avaliações.

Em seis meses, 61 pacientes com mais de 60 anos foram avaliados (59% mulheres). A mediana de idade foi de 74 anos (variação de 62-92). O tempo médio para completar o RDGA foi de 9,5 minutos (variação de 5-16), e o tratamento foi paliativo em 49% dos pacientes.

De acordo com a avaliação da velocidade da marcha, 36% dos pacientes foram classificados como fit (≥ 1m / s), 41% pré-frágeis (<1m / s> 0,6m / s) e 23% frágeis (≤ 0,6m / s). Mini-Cog e GDS-5 foram demonstraram alterações em 45% e 25% dos pacientes. Risco nutricional e polifarmácia (> 3 medicamentos) estiveram presentes em 62% e 48% dos pacientes, respectivamente.

Demografia e características dos pacientes

 

Total de pacientes  

61 pacientes

Idade média

72 anos (62-92)

Intenção paliativa de tratamento

30 pacientes (49%)

Tempo médio para realizar RDGA

9,5 min (5-16)

Velocidade média de marcha

0,93m / s (0,19-1,69)

Pacientes fit (> 1m / s)

22 pacientes (36%)

Pré-frágil (<1 m / s> 0,6 m / s)

25 pacientes (41%)

Frágil (<0,6 m / s)

14 pacientes (23%)

Polifarmácia (> 3 medicamentos)

29 pacientes (48%)

Risco de desnutrição

38 pacientes (62%)

Risco de depressão

15 pacientes (25%)

Risco de deficiência cognitiva ou demência

27 pacientes (45%)


“Nossos resultados demonstraram que o RDGA não só é viável e eficaz, mas também prático, revelando informações clínicas críticas para a equipe de oncologia em apenas 10 minutos, em média. Sua utilização é altamente adequada em unidades oncológicas com alto fluxo de pacientes e com recursos escassos”, concluíram os autores.

Referência: 1860P - Results and feasibility of a realistic designed geriatric assessment (RDGA) in an outpatient Brazilian Oncology unit - Antonio Fabiano Ferreira Filho (Novo Hamburgo, RS, Brazil).

 

 

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