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AtualizadoTer, 24 Nov 2020 4pm

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Daichii Sankyo

ESMO 2019

Osimertinibe apresenta resultados de sobrevida global

Ramalingam bxApontado como um dos grandes destaques da ESMO 2019, o estudo FLAURA apresentou dados de sobrevida global com osimertinibe, um inibidor de tirosina quinase do receptor de fator de crescimento epidérmico (TKI-EGFR) de terceira geração para pacientes com câncer de pulmão não pequenas células com mutação Ex19del / L858R EGFR. “Os resultados da sobrevida são estatisticamente e clinicamente significativos com osimertinibe em primeira linha para pacientes com EGFR mutado”, disse o autor do estudo, Suresh Ramalingam, (foto) do Instituto de Câncer Winship da Universidade Emory, Atlanta, EUA.

O estudo FLAURA comparou osimertinibe com os TKI-EGFR padrão em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) avançado, com mutação no EGFR e sem tratamento prévio.

Neste estudo de Fase III, duplo-cego, foram inscritos 556 pacientes com CPNPC avançado com mutação EGFR (exclusão do exon 19 ou L858R) sem tratamento prévio, randomizados 1: 1 para receber osimertinibe (na dose de 80 mg uma vez/dia) ou TKI-EGFR padrão (gefitinibe na dose de 250 mg/dia ou erlotinibe na dose de 150 mg/dia).

O desfecho primário foi sobrevida livre de progressão avaliada pelo investigador, com dados já relatados. Agora, foram apresentados na ESMO 2019 os dados de sobrevida global com osimertinibe, que alcançou a mediana de 38,6 meses versus 31,8 meses com TKIs-EGFR de primeira geração, com taxa de risco de 0,799 (p = 0,0462). Mais da metade (54%) dos pacientes do grupo osimertinibe estavam vivos aos três anos versus 44% no grupo padrão.

"É a primeira vez que um TKI provou prolongar a sobrevida em relação a outro TKI na terapia do câncer de pulmão”, acrescentou Ramalingam. O especialista observou ainda que após a progressão da doença, 31% dos pacientes do grupo controle passaram para o braço de osimertinibe, representando 47% dos pacientes do grupo controle que receberam terapia pós-estudo. "Isso é consistente com o que seria esperado no mundo real, uma vez que apenas cerca de 50% dos pacientes desenvolvem a mutação T790M e serão candidatos a osimertinibe”, afirmou.

Com base nesses dados, osimertinibe deve ser a terapia de primeira linha para pacientes com câncer de pulmão com mutação no EGFR. Para Pilar Garrido, Hospital Universitário Ramón y Cajal, de Madri, que comentou os resultados do estudo, a magnitude do benefício de sobrevida global com osimertinibe também é relevante para o debate sobre a melhor sequência de tratamento, uma vez que osimertinibe é o único TKI aprovado para tratamento de segunda linha em pacientes que desenvolvem resistência devido ao T790M. “Se osimertinibe for usado como primeira linha, não há TKI disponível quando a doença progride. Os pacientes devem ser informados de que osimertinibe oferece ganho de sobrevida e é bem tolerado, mas quando o tratamento falha, a única opção é a quimioterapia”, acrescentou.

O estudo foi financiado pela AstraZeneca (ClinicalTrials.gov: NCT02296125).

Efficacy output

Osimertinib n=279

Comparator EGFR-TKI n=277

OS hazard ratio (95.05% confidence interval)

0.799 (0.641, 0.997); p=0.0462

 

Median OS, months

38.6 (34.5, 41.8)

31.8 (26.6, 36.0)

Deaths, total pts (%)

155 (56)

166 (60)

Median follow-up for OS in all pts, months

35.8

27.0

Median follow-up for OS in censored pts, months

43,1

43,1

12-month survival rate, %

89

83

(95% confidence interval)

(85, 92)

(77, 87)

24-month survival rate, % (95% confidence interval)

74

(69, 79)

59

(53, 65)

36-month survival rate, % (95% confidence interval)

54(

(48, 60)

44

(38,50)

 

Referência: LBA5_PR  - Osimertinib vs comparator EGFR-TKI as first-line treatment for EGFRm advanced NSCLC (FLAURA): Final overall survival analysis’ ; Annals of Oncology, Volume 30, Supplement 5, October 2019

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