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AtualizadoSeg, 19 Abr 2021 9pm

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Daichii Sankyo

ESMO 2017

MONARCH 3: resultados no câncer de mama receptor hormonal

BALANCO MAMA bxOs resultados do estudo MONARCH 3 apresentados na ESMO 2017 mostraram que a adição do inibidor de ciclinas (CDK 4/6) abemaciclib à terapia endócrina melhorou a sobrevida livre de progressão em comparação com a terapia endócrina isoladamente. Os dados também sugerem que embora a maioria das mulheres tenha se beneficiado substancialmente da adição de abemaciclib como tratamento inicial, cerca de um terço das pacientes podem ser tratadas apenas com terapia endócrina na primeira linha.

MONARCH 3 é um estudo clínico de fase III duplo-cego que avaliou abemaciclib versus placebo em pacientes pós-menopáusicas que receberam inibidor de aromatase não esteróide (anastrozol ou letrozol) como terapia inicial para câncer de mama avançado receptor hormonal positivo, HER2 negativo. O estudo incluiu 493 pacientes de 22 países que nunca foram tratados para doença metastática. O desfecho primário foi a sobrevida livre de progressão.

Resultados

Os resultados da análise aos 18 meses apresentados na ESMO 2017 mostram que a combinação de abemaciclib à terapia endócrina prolongou significativamente a sobrevida livre de progressão em comparação com a terapia endócrina com agente único (HR de 0,543; p=0,000021). Em pacientes com doença mensurável, a taxa de resposta objetiva foi de 59% no braço abemaciclib e de 44% no grupo placebo (p = 0,004). As taxas de diarréia e neutropenia foram de 81,3% e 41,3% com abemaciclib e de 29,8% e 1,9% com placebo, respectivamente.

"Este é o terceiro estudo que demonstra que a combinação de terapia endócrina com um inibidor de CDK4 / 6 é melhor do que a terapia endócrina sozinha", disse o oncologista Angelo Di Leo, do Istituto Toscana Tumori, na Itália. "Abemaciclib reduziu o risco de progressão da doença em 46%", acrescentou.

Para o especialista, os dados também mostram a importância de selecionar adequadamente os pacientes. Naqueles com características mais desafiadoras, como metástases hepáticas, a adição de abemaciclib mostrou benefícios substanciais. No entanto, nos subgrupos com metástases ósseas isoladas ou com doença indolente, os pacientes tiveram excelente prognóstico apenas com a terapia endócrina. "Agora, pela primeira vez, temos dados sugerindo que pacientes com certas características clínicas podem se beneficiar de maneira diferente do tratamento com um inibidor de CDK 4/6, incluindo a possibilidade de tratar com terapia endócrina isolada aqueles com bom prognóstico. Nesses casos, os inibidores de CDK 4/6 poderiam ser reservados para uma próxima linha de tratamento para a doença metastática, mas novos estudos são necessários para avaliar essas estratégias”, disse Di Leo.

No estudo MONARCH, quase um terço dos pacientes apresentavam metástases ósseas ou recidivas tumorais vários anos depois de interromper a terapia endócrina adjuvante. "É uma proporção clinicamente relevante de pacientes para os quais podemos considerar adiar o uso de um inibidor de CDK 4/6. Esta pode ser uma estratégia de tratamento para pacientes selecionados, evitando a toxicidade dos inibidores de ciclinas na primeira linha, além de racionalizar custos ", argumentou.

"Muitos pacientes com doença metastática ainda recebem quimioterapia, apesar de diretrizes e dados de ensaios clínicos. Este estudo confirma que devemos evitar a quimioterapia no câncer de mama metastático HER2 negativo e receptor hormonal positivo, se o comprometimento visceral não estiver presente", concluiu.

A sequência ideal de tratamento na era dos inibidores do CDK 4/6 ainda é uma questão sem resposta e novos estudos devem ser conduzidos em busca de evidências.

Referência: 1 Abstract 236O_PR 'MONARCH 3: Abemaciclib as initial therapy for patients with HR+/HER2- advanced breast cancer'

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