04122020Sex
AtualizadoSex, 04 Dez 2020 6pm

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Daichii Sankyo

Ferramenta online para reportar sintomas aumenta sobrevida

Tablet.jpgUm estudo clínico randomizado (LBA2) com 766 pacientes mostrou que a ferramenta online Symptom Tracking and Reporting (STAR), que permite ao paciente relatar seus sintomas em tempo real, pode trazer grandes benefícios, incluindo uma sobrevida mais longa. Os pacientes com câncer metastático que utilizaram a ferramenta viveram uma mediana de 5 meses a mais em comparação com aqueles que não utilizaram o sistema online. Os resultados foram apresentados domingo, 4 de junho, na Sessão Plenária da ASCO 2017.

"As tecnologias online transformaram a comunicação em praticamente todos os aspectos das nossas vidas, e estamos vendo que elas também permitem que os pacientes assumam um papel ativo e tenham acesso imediato ao seu provedor de cuidados", disse Harold Burstein, especialista da ASCO. "É impressionante que algo tão simples melhore não apenas a qualidade de vida, mas neste caso, ajude os pacientes a viver mais tempo”, acrescentou.
 
Segundo Ethan M. Basch, principal autor do estudo e professor de medicina do Lineberger Comprehensive Cancer Center, da Universidade da Carolina do Norte, os pacientes que recebem quimioterapia geralmente apresentam sintomas graves, mas médicos e enfermeiras desconhecem esses sintomas por muito tempo. "Mostramos que usar um sistema de relatório de sintomas via web, que alerta a equipe de cuidados sobre problemas, leva a ações que aliviam o sofrimento e melhoram os resultados dos pacientes", afirmou o especialista, que na época em que o estudo foi conduzido trabalhava como oncologista no Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York.
 
Uma análise anterior do mesmo estudo mostrou que o uso da ferramenta foi associado com melhor qualidade de vida e menos visitas à sala de emergência e hospitalizações. Em comparação com os pacientes que receberam cuidados habituais, os pacientes que usaram a monitoração de sintomas via web também conseguiram tolerar a quimioterapia por mais tempo.1
 
O Estudo
 
Entre setembro de 2007 e janeiro de 2011, o estudo matriculou 766 pacientes com idade média de 61 anos (variação 26-91), 86% brancos, 58% mulheres e 22% que não haviam completado o ensino médio. Os tipos de câncer incluíram geniturinário (32%), ginecológico (23%), mama (19%) e câncer de pulmão (26%). Os participantes estavam recebendo quimioterapia ambulatorial no Memorial Sloan Kettering Cancer Center.
 
Os pacientes foram aleatoriamente designados para relatar seus sintomas através de tablets (grupo de intervenção PRO) ou ao grupo cujos sintomas foram monitorados e documentados por clínicos, como é o cuidado habitual na prática clínica. No grupo de cuidados habituais, os pacientes discutiram sintomas durante visitas com oncologistas. Eles também foram encorajados a telefonar para o consultório entre as visitas caso surgisse qualquer problema relacionado a sintomas.
 
Semanalmente, os pacientes do grupo de intervenção relatavam 12 sintomas comuns experimentados durante a quimioterapia, incluindo perda de apetite, dificuldade em respirar, fadiga, ondas de calor, náuseas e dor, e os classificavam em uma escala de 5 pontos.
 
Os pacientes puderam relatar os sintomas remotamente ou no consultório do médico durante visitas para consultas ou quimioterapia, usando tablets ou computadores. Os médicos recebiam relatórios dos sintomas durante as visitas e os enfermeiros eram alertados por e-mail quando os pacientes comunicavam sintomas graves ou piora no quadro clínico.
 
Todos os pacientes do grupo de intervenção, incluindo aqueles com pouca experiência no uso da internet, foram capazes de informar regularmente seus sintomas via web.
 
Principais resultados
 
Os resultados de sobrevida foram avaliados em junho de 2016 após um seguimento médio de 7 anos. 517/766 (67%) dos participantes morreram.
 
A mediana de sobrevida global no braço de intervenção PRO foi 5 meses maior do que o braço controle (31,2 vs 26,0 meses, p=0,03). No modelo multivariável, os resultados permaneceram estatisticamente significativos, com um hazard ratio de 0,832 (p = 0,04; 95% CI; 0,696, 0,995).
 
"A melhoria na sobrevida pode parecer modesta, mas é maior do que o efeito de muitas terapias-alvo para o câncer metastático", disse Basch.
 
Os autores concluíram que omonitoramento sistemático de sintomas durante a quimioterapia ambulatorial utilizando resultados relatados por pacientes via web confere benefícios de sobrevida global. Esses resultados de um único centro estão sendo confirmados atualmente em um teste multicêntrico nacional, que utiliza uma ferramenta online atualizada e mais fácil de usar. O estudo está sendo realizado em práticas comunitárias em todo os Estados Unidos.
 
A ferramenta foi desenvolvida para fins de pesquisa e não está comercialmente disponível.
 
O estudo foi financiado pela Conquer Cancer Foundation da American Society of Clinical Oncology (ASCO).
 
Referências:

1 - Basch E, Deal AM, Kris MG, et al. Symptom monitoring with patient-reported outcomes during routine cancer treatment: A randomized controlled trial. Journal of Clinical Oncology 34:557, 2016.


Abstract LBA2: Overall survival results of a randomized trial assessing patient-reported outcomes for symptom monitoring during routine cancer treatment. - Ethan M. Basch et al - Citation: J Clin Oncol 35, 2017 (suppl; abstr LBA2)


 

 

 
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