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AtualizadoSeg, 29 Nov 2021 7pm

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Daichii Sankyo

ASCO mostra avanços e promessas em LLC

nelson_hamerschlak_hz.jpgO estudo de Fase III GENUINE1 é apontado entre os destaques da ASCO 2017 pelo potencial de mudar a prática clínica no tratamento da leucemia linfóide crônica (LLC), em pacientes de alto risco. Os resultados serão apresentados no sábado, 3 de junho. O estudo avaliou o uso de ublituximab e ibrutinibe em pacientes com LLC de alto risco previamente tratados e traz novos dados para um debate que também ganha espaço na edição deste ano: ibrutinib isoladamente ou em combinação? Afinal, como definir a melhor estratégia em LLC? O hematologista Nelson Hamerschlak (foto), do Hospital Israelita Albert Einstein, comentou para o Onconews.

“Os estudos do uso do Ibrutinibe em conjunto com outras drogas seguramente mostram o futuro, considerando que dificilmente, de forma isolada, o ibrutinibe consegue eliminar a doença residual mínima. Resultados de estudos com o uso combinado de ublituximab e ibrutinibe ​ são amplamente esperados”, afirma Nelson Hamerschlak, hematologista do Hospital Israelita Albert Einstein.
 
Para discutir temas como esses, Nitin Jain, hematologista do MD Anderson Cancer Center, comanda um painel que reúne novos dados e evidências2 (Abstr 7503/Abstr 7504 e Abstr 7505).
 
Outro estudo que deve concentrar as atenções é o RESONATE3, agora com dados de mais de quatro anos de seguimento. A apresentação é de John Byrd, do Ohio State University Comprehensive Cancer Center (Poster Board: #272 • Abstract  7510).
 
“Estamos vivendo uma revolução em LLC, particularmente em situações de alto risco ou seja: portadores de deleção do cromossoma p17 ou mutação do gene p53, recidiva após menos de 2 anos de uso de Fludarabina ou Bendamustina e portadores de cariotipo complexo. A introdução de drogas como Ibrutinibe e Venetoclax mudou este panorama, restando apenas a discussão sobre como tornar viável seu uso em países como o nosso, devido ao alto custo”, afirma Hamerschlak.
 
Segundo o especialista, a não banalização do seu uso, com a utilização apenas em casos como os citados acima, provavelmente poderia fazer com que a aprovação das drogas estivesse condicionada a centros de referência, possibilitando seu uso a todos os pacientes, seja do sistema público ou privado. “O uso em escala e um pacto pelo preço poderia baratear para todo o sistema e beneficiar os pacientes que realmente necessitam destas drogas”, diz.
 
CAR-T
 
Na segunda-feira, dia 5, uma série de apresentações em poster mostram ibrutinibe em LLC. Uma delas destaca a CAR-T CD19 associada a ibrutinibe para induzir remissão completa em LLC4 (Abstract 7509), uma das grandes tendências da pesquisa clínica na oncohematologia.  
 
Referências:
 
1 - Ublituximab and ibrutinib for previously treated genetically high-risk chronic lymphocytic leukemia: Results of the GENUINE phase 3 study (Abstract 7504).
Ibrutinib Alone or Ibrutinib 'Plus'? Discussing Abstract(s):7503/7504/7505
 
2- Ibrutinib alone or ibrutinib plus?Discussed at the Poster Discussion Session on Monday, June 5, 2017, 1:15 PM - 2:30 PM, at E354b
 
3 - Poster Board: #272 • Abstract  7510  
Long-term efficacy and safety with ibrutinib (ibr) in previously treated chronic lymphocytic leukemia (CLL): Up to four years follow-up of the RESONATE study.
Discussed at the Poster Discussion Session on Monday, June 5, 2017, 1:15 PM - 2:30 PM, at E354b
 
4 -Poster Board: #271 • Abstract  7509  
CD19 CAR-T cells combined with ibrutinib to induce complete remission in CLL.
 
 

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