02122020Qua
AtualizadoQua, 02 Dez 2020 2pm

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Daichii Sankyo

ASCO 2017 mostra avanços em mieloma múltiplo

Angelo_Maiolino___Foto_2017_NET_OK.jpgNo domingo, dia 4, na sessão que destaca as apresentações orais na oncohematologia, um dos highlights é o estudo alemão que avalia o uso do anticorpo daratumumab em mieloma múltiplo refratário, de acordo com o status de risco citogenético1. Novas análises dos estudos CASTOR2 e POLLUX3 também corroboram dados de eficácia e segurança de daratumumab em pacientes politratados, em diferentes regimes de combinação. Estudo liderado por Maria-Victoria Mateos, da Universidade de Salamanca, traz ainda análises de subgrupos, mostrando resultados na população idosa4. O hematologista Ângelo Maiolino (foto) comenta para o Onconews.

“São atualizações importantes desde as publicações no New England Journal of Medicine no final de 2016”, diz Ângelo Maiolino, Hematologista do Americas Centro de Oncologia Integrado e do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, uma das grandes autoridades brasileiras no tratamento de mieloma múltiplo. “Para relembrar, o POLLUX é aquele estudo que comparou daratumumab, lenalidomida e dexametasona versus lenalidomida e dexametasona em pacientes com mieloma recidivado. A julgar pelos dados já disponíveis, os resultados que serão apresentados na ASCO confirmam a enorme vantagem de sobrevida livre de progressão para os pacientes que receberam a combinação com dara”, explica Ângelo.
 
O estudo CASTOR considerou a mesma população para avaliar daratumumab, bortezomibe e dexametasona. Os resultados devem mais uma vez confirmar os dados de eficácia. “O abstract já aponta uma grande diferença de SLP e taxa de resposta em favor da combinação com o anticorpo”, acrescenta. “Tanto no POLLUX quanto no CASTOR há benefícios inclusive para pacientes de alto risco, classicamente aqueles que apresentam a translocação 4;14, a translocação 14;16 e a deleção do cromossomo 17”, prossegue o especialista.
 
Standard
 
Daratumumab é um anticorpo anti CD-38 com múltiplos mecanismos de ação. Ele atua tanto provocando a morte do plasmócito maligno, via apoptose, quanto no microambiente da medula, estimulando o sistema imune a atacar esses plasmócitos. Além dos estudos na recorrência da doença, daratumumab também apresenta resultados iniciais na primeira linha, em pacientes com mieloma múltiplo recém diagnosticados, em combinação com carfilzomibe, lenalidomida e dexametasona5 (Abstract 8000).
 
“Virou praticamente o padrão de cuidados na recidiva e agora esse estudo exploratório de fase Ib mostra na ASCO a combinação de dara, carfilzomibe e dexametasona no up front”.  A magnitude do resultado é que vai indicar se existe papel na primeira linha, mas outros estudos em andamento sugerem que sim”, sinaliza Maiolino.
 
Educação
 
O manejo de reações adversas imuno-mediadas está na agenda da sessão educacional e mostra que o uso de inibidores de checkpoint imunológico também concentra as atenções na oncohematologia. A universidade de Sydney, em apresentação de Georgina V. Long na sexta feira, 2 de junho, discute na sessão educacional o manejo de reações adversas imuno-mediadas em pacientes que receberam agentes anti PD-1/PD-L1 no tratamento do MM6.
 
“No cenário do mieloma múltiplo os inibidores de checkpoint estão sendo avaliados em diferentes ensaios clínicos, considerando em especial os pacientes pentarrefratários, com resultados bastante promissores. Também há muito otimismo em torno das pesquisas com CAR-T cells (Abstract 3010)7 e com o Selinexor, um agente de uma nova classe de drogas que tem mostrado resultados encorajadores em mieloma múltiplo”, conclui.
 
Referências:
 
1 - Efficacy of daratumumab in combination with lenalidomide plus dexamethasone (DRd) or bortezomib plus dexamethasone (DVd) in relapsed or refractory multiple myeloma (RRMM) based on cytogenetic risk status (Abstract  8006).
 
2 - Daratumumab, bortezomib and dexamethasone (DVd) vs bortezomib and dexamethasone (Vd) in relapsed or refractory multiple myeloma (RRMM): Efficacy and safety update (CASTOR). (Poster Board: #362 - Abstract 8036)  
 
3 - Daratumumab, lenalidomide, and dexamethasone (DRd) vs lenalidomide and dexamethasone (Rd) in relapsed or refractory multiple myeloma (RRMM): Efficacy and safety update (POLLUX).(Poster Board: #351 - Abstract  8025)
 
4 - Safety and efficacy of daratumumab-based regimens in elderly (≥75 y) patients (Pts) with relapsed or refractory multiple myeloma (RRMM): Subgroup analysis of POLLUX and CASTOR (Poster Board: #359 - Abstract  8033)
 
5 - Daratumumab (DARA) in combination with carfilzomib, lenalidomide, and dexamethasone (KRd) in patients (pts) with newly diagnosed multiple myeloma (MMY1001): An open-label, phase 1b study (Abstract 8000)
 
6 - Monitoring for and Management of Immune-Related Adverse Events Resulting From Checkpoint Blockade (Sexta-feira, 2 de junho, 1:40 PM - 2:00 PM (ET Time), sala E253ab)
 
7 - First-in-human multicenter study of bb2121 anti-BCMA CAR T-cell therapy for relapsed/refractory multiple myeloma: Updated results.(Poster Board: #105 - Abstract 3010)
 

 

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