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AtualizadoSex, 14 Maio 2021 2am

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Daichii Sankyo

ASCO 2017: Vacina contra HPV tem baixa adesão entre jovens adultos nos EUA

vacina_mulher_hpv.jpgEm um dos primeiros grandes estudos a explorar o possível impacto da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) nas infecções orais pelo HPV, os pesquisadores confirmaram que ela pode conferir um alto grau de proteção. No entanto, as taxas de vacinação contra o HPV permanecem baixas, especialmente entre os homens, o que limita os benefícios da vacina em nível populacional nos EUA. O estudo será apresentado na próxima reunião anual da ASCO, em Chicago.

O trabalho mostrou que a prevalência de infecção por HPV de alto risco foi 88% menor entre os jovens norte-americanos que relataram ter recebido pelo menos uma dose de vacina em comparação com aqueles que não foram vacinados.
 
"A vacina contra o HPV tem potencial para ser uma das ferramentas de prevenção de câncer mais importantes já desenvolvidas e já está reduzindo a carga mundial de câncer cervical", disse o presidente eleito da ASCO, Bruce E. Johnson. "A esperança é que a vacinação também contenha as taxas crescentes de cânceres orais e genitais relacionados ao HPV, que são difíceis de tratar. Este estudo confirma que a vacina pode prevenir infecções orais por HPV, mas sabemos que só funciona se for usada", afirmou.
 
As taxas de cânceres orais relacionados ao HPV continuam a aumentar todos os anos nos Estados Unidos, particularmente entre os homens. Mas nenhum ensaio clínico havia avaliado o potencial da vacina para a prevenção de infecções orais por HPV que poderiam levar ao câncer", disse a primeira autora do estudo, Maura L. Gillison, que conduziu a pesquisa na Ohio State University mas atualmente é professora de medicina na Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center.
 
Sobre o Estudo
 
Foram utilizados dados da National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), projetada para avaliar a saúde e bem-estar da população dos EUA, entre 2009 e 2016.
 
Os pesquisadores se concentraram em 2.627 jovens adultos entre 18 e 33 anos no período de 2011 a 2014, comparando aqueles que haviam recebido uma ou mais doses de vacina contra HPV com aqueles que não tinham sido vacinados. Foi avaliada a prevalência dos quatro tipos de HPV (16, 18, 6 e 11) incluídos nas vacinas contra o HPV antes de 2016 (momento em que uma nova vacina que protege contra cinco linhagens adicionais de HPV foi introduzida). A infecção por HPV foi detectada a partir de amostras de enxagues orais coletadas por unidades de saúde móveis apoiadas pela NHANES. Os testes laboratoriais para infecção por HPV foram desenvolvidos e realizados no laboratório de Gillison.
 
Resultados

O estudo demonstrou que entre 2011 e 2014, menos de 1 em cada 5 (18,3%) dos jovens adultos nos EUA relataram ter recebido pelo menos uma dose da vacina contra HPV antes dos 26 anos. A taxa de vacinação foi muito mais baixa entre homens do que mulheres (6,9% vs 29,2%, respectivamente; P <0,001).
 
A prevalência de infecções orais de HPV 16/18/6/11 foi significativamente reduzida em indivíduos vacinados versus não vacinados (0,11% vs. 1,61%, P = 0,008), correspondendo a uma estimativa de 88,2% (95% CI = 5,7% - 98,5%) de redução da prevalência. Notavelmente, a prevalência do HPV oral 16/18/6/11 foi significativamente reduzida em homens vacinados versus não vacinados (0,0% vs 2,13%, P = 0,007). Em contraste, a prevalência para 33 tipos de HPV não vacinados foi semelhante (3,98% vs. 4,74%, P = 0,24).
 
Devido à baixa adesão da vacina contra HPV nos EUA até agora, os pesquisadores estimam que o impacto da vacinação contra HPV na prevalência de infecções orais pelo HPV na população geral foi moderado, reduzindo a prevalência em 17%; sendo 25% nas mulheres e cerca de 7% nos homens no período analisado.
 
"Embora tenhamos observado um impacto notável da vacina sobre infecções orais por HPV entre os indivíduos vacinados, o benefício global foi modesto e menor do que seria de esperar em homens, devido à baixa adesão da vacina", afirmou Gillison.
 
A vacinação contra o HPV está atualmente indicada para a prevenção de cânceres cervicais, vulvares, vaginais e anais em mulheres e câncer anal em homens. Se as vacinas poderiam eventualmente reduzir a incidência crescente de cânceres orais relacionados com a infecção oral por HPV é, portanto, desconhecida.
 
"A vacina contra o HPV é um dos avanços mais importantes na prevenção do câncer nas últimas décadas. Os pais que optarem por vacinar seus filhos devem perceber que a vacina pode proporcionar benefícios adicionais, como a prevenção de infecções orais pelo HPV associadas ao câncer de boca", concluiu.
 
O estudo recebeu financiamento do National Institute of Dental and Craniofacial Research, do National Institutes of Health.
 
Abstract 6003: Impact of prophylactic human papillomavirus (HPV) vaccination on oral HPV infections among young adults in the U.S - Maura L. Gillison et. Al. - Head and Neck Cancer Oral Abstract Session - Monday, June 5, 2017: 9:00 a.m. – 9:12 a.m. - CT McCormick Place, S100a - Maura L. Gillison, MD, PhD Ohio State University Columbus, Ohio
 

 

 
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