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AtualizadoSex, 27 Nov 2020 1am

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Daichii Sankyo

Quimiorradioterapia em glioblastoma

Glioblastoma_ESMO_Imuno_NET_OK.jpgA adição de temozolomida (Temodal®) à quimioterapia em uso concomitante e adjuvante à radioterapia hipofracionada melhorou significativamente a sobrevida de pacientes idosos com glioblastoma, reduzindo o risco de morte em 33%. Os dados são do estudo randomizado de fase III apresentado na ASCO no domingo, 5 de junho.

Este é o primeiro estudo a avaliar a combinação de temozolomida e radioterapia em idosos, população que responde por metade de todos os casos de glioblastoma. Embora os efeitos colaterais tenham sido ligeiramente maiores entre os pacientes que receberam temozolomida, a qualidade de vida global foi semelhante nos dois grupos de pacientes (LBA 2).
 
Para o co-autor do estudo, James R. Perry, do Sunnybrook Health Sciences, em Toronto,são dados importantes. "Apesar de afetar os idosos, não há diretrizes claras para tratar estes doentes”, explica o especialista. "Este estudo fornece a primeira evidência de um ensaio clínico randomizado que a quimioterapia em combinação com um cronograma mais curto de radiação estende significativamente a sobrevida, sem prejuízo para a qualidade de vida".
 
Sobre o Estudo
 
Foram inscritos 562 pacientes com idade ≥ 65 anos (de 65-90 anos), 77% com Performance Status 0-1. A média de idade foi de 73 anos e dois terços tinham mais de 70 anos. Os pacientes foram randomizados 1: 1 para receber radioterapia de curta duração (40Gy em 15 frações) com três semanas de uso concomitante de temozolomida mais uso adjuvante mensal por 12 ciclos ou até progressão (n= 281) ou radioterapia exclusivamente (n=281).
 
A combinação de radioterapia e temozolomida mostrou benefícios de sobrevida global (mediana de 9.3meses versus 7.6meses, HR 0.67, 95%CI 0.56-0.80, p < 0.0001) e aumentou significativamente a sobrevida livre de progressão (mediana de 5.3 meses vs 3.9 meses, HR 0.50, 95%CI 0.41 – 0.60, p < 0.0001).
 
O benefício da temozolomida foi maior entre os 165 pacientes com metilação MGMT. Neste subgrupo de pacientes, a sobrevida global mediana foi de 13,5 meses com temozolomida e 7,7 meses com a radioterapia isoladamente. Os pacientes que receberam temozolomida tiveram um risco de morte 47% menor que aqueles que receberam exclusivamente radioterapia.
 
O estudo foi conduzido pelo grupo Canadense de Pesquisa em Câncer (CCTG), com a colaboração da Organização Europeia para a Pesquisa e Tratamento do Câncer (EORTC) e do Trans-Tasman Radiation Oncology Group (TROG).
 
O financiamento teve apoio da Canadian Cancer Society e da Schering-Plough / Merck Inc. 
 
Informação do estudo clínico: NCT00482677
 
Referência: A phase III randomized controlled trial of short-course radiotherapy with or without concomitant and adjuvant temozolomide in elderly patients with glioblastoma (CCTG CE.6, EORTC 26062-22061, TROG 08.02, NCT00482677) - J Clin Oncol 34, 2016 (suppl; abstr LBA2)

Leia mais sobre neuro-oncologia na ASCO 2016: CATNON: quimioterapia adjuvante em glioma anaplásico


 
 
 

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