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AtualizadoTer, 24 Nov 2020 4pm

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ASCO GI 2015

Vitamina D associada ao aumento da sobrevida em câncer colorretal avançado

Prolla_2.jpgA análise prospectiva dos dados de um estudo de fase III com pacientes de câncer colorretal recém-diagnosticados indica que pacientes com níveis mais altos de vitamina D têm melhores resultados após o tratamento com quimioterapia e terapia-alvo.

A mediana da sobrevida global para pacientes com os níveis mais altos de vitamina D foi de 32,6 meses, em comparação com 24,5 meses para os pacientes com os níveis mais baixos. O estudo foi apresentado no Simpósio de Câncer Gastrointestinal da ASCO, que aconteceu em São Francisco entre os dias 15 e 17 de janeiro.
 
Segundo Gabriel Prolla, oncologista do Instituto do Câncer do Sistema de Saúde Mãe de Deus e membro do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais (GTG), há outros estudos em andamento para checar se o uso suplementar de vitamina D em pacientes com câncer de cólon vai resultar em melhora da sobrevida. “Neste momento, não pode-se recomendar formalmente a suplementação de vitamina D como tratamento do câncer de cólon. No entanto, vitamina D é útil para manter a saúde óssea. Em câncer de cólon já existem dados sugerindo que vitamina D e ingestão de cálcio são úteis para aumentar a chance de cura após cirurgia em casos mais inicias (sem metástases)”, explica. Ele acrescenta que há dados indicando benefício de exercício para casos mais iniciais. “Em conjunto estes dados ressaltam a importância de medidas que vão além da quimioterapia na busca dos melhores resultados”.

Métodos e resultados
 

Os pesquisadores mediram os níveis sanguíneos de vitamina D (25-hidroxivitamina D) em 1043 pacientes no momento em que foram inscritos no CALGB 80405, um estudo clínico de fase III comparando três diferentes tratamentos de primeira linha para recém-diagnosticados com câncer colorretal avançado (quimioterapia mais bevacizumabe, cetuximabe ou cetuximabe e bevacizumabe). Os níveis de vitamina D dos doentes variou de uma média de 8 ng/mL no grupo de menor nível para uma média de 27,5 ng/mL no grupo mais elevado, com a média de todos os pacientes sendo de 17,2 ng/mL (a escala saudável recomendada é de 20-30 ng/ml).

A idade avançada, raça negra, baixa ingestão dietética e suplementação de vitamina D, maior índice de massa corporal (IMC), pior condição física geral e menor atividade física foram associados com baixos níveis de vitamina D. Os pacientes cujas amostras de sangue foram coletadas nos meses de inverno e primavera também tinham níveis de vitamina D significativamente mais baixos, assim como pacientes que residiam nas regiões norte e partes do nordeste dos Estados Unidos. Todos esses fatores tinham sido relacionados anteriormente à diminuição nos níveis de vitamina D. No geral, poucos pacientes relataram o uso do suplemento de vitamina D.
 
Para efeito de análise, os pacientes foram divididos em cinco grupos com base em níveis de vitamina D. Após o ajuste para fatores prognósticos e comportamentos saudáveis, os pesquisadores descobriram que os pacientes no grupo com os níveis mais altos de vitamina D viviam significativamente mais (32,6 meses, em média), em comparação com os do grupo com os níveis mais baixos (24,5 meses, em média).
 
Níveis mais altos de vitamina D também foram associados com mais tempo para a progressão da doença (12,2 meses no grupo com os níveis mais altos versus 10,1 meses no grupo com o menor índice). Não foram observadas diferenças significativas no que diz respeito ao tipo de terapia que os pacientes receberam.
 
"Além da melhor sobrevida, níveis elevados de vitamina D foram associados com um maior tempo para o câncer se tornar resistente à quimioterapia, o que sugere que a vitamina D pode retardar o crescimento do câncer ou aumentar a atividade do tratamento", disse Smitha S. Krishnamurthi, especialista da ASCO. "Mais estudos são necessários para determinar se a melhor sobrevida se deve à própria vitamina D ou a algum outro fator associado com altos níveis de vitamina D".
 
O estudo recebeu financiamento do The National Cancer Institute, National Institutes of Health (K07 CA148894, R01 CA149222, CA31946, CA33601).
 
Referências:J Clin Oncol 33, 2015 (suppl 3; abstr 507)

Abstract No 507: Vitamin D status and survival of metastatic colorectal cancer patients: Results from CALGB/SWOG 80405 (Alliance).

http://abstracts.asco.org/158/AbstView_158_139861.html

 
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