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AtualizadoSeg, 08 Ago 2022 4pm

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Entendendo a função dos nucleossomos

Murad 2019 bxEm mais um tópico da coluna ‘Drops de Genômica’, o oncologista André Murad (foto) explica a função dos nucleossomos, a subunidade básica dos cromossomos eucarióticos. “A utilização de nucleossomos circulantes como biomarcadores é uma área de pesquisa nova e estimulante que promete não só a detecção precoce do câncer, mas também o monitoramento da resposta ao tratamento”, observa. Confira.

Por André Murad*

Um nucleossomo consiste em proteínas de ligação ao DNA que pertencem a duas classes: histonas e proteínas não histonas. O DNA envolve um nucleossomo em um padrão definido. A dupla hélice de DNA enrolada em torno de cada nucleossomo permite um empacotamento compacto, com uma proporção de empacotamento de DNA de aproximadamente 1: 10.000. O nucleossomo é, portanto, a unidade básica de empacotamento do DNA.

Um nucleossomo consiste em oito moléculas de histonas centrais (octâmero): duas cópias de H2A, H2B, H3 e H4. Em torno do octâmero em forma de disco de histonas estão 140-150 pares de bases de DNA (147 bp em humanos), enrolados em torno de 1,7 vez. O DNA ligante de comprimento variável entre 8 e 114 bp liga dois nucleossomos adjacentes um ao outro e está associado à histona H1.

Cada nucleossomo é separado do outro por DNA ligante de 50 a 70 bp, que rende um comprimento de repetição de 157 a 240 bp. As quatro histonas são pequenas proteínas de 102 a 135 aminoácidos. Mais de um quinto dos aminoácidos das histonas centrais são lisina ou arginina, dois aminoácidos com cadeias laterais básicas. Suas cargas positivas podem neutralizar a estrutura do DNA carregada negativamente.

Cada histona do núcleo tem uma cauda de aminoácido N-terminal que se estende para fora do núcleo da histona do DNA. Para transcrição e reparo, a forte associação de histonas e DNA deve ser afrouxada. H4 e H3 pertencem às proteínas mais conservadas em evolução; H2A e H2B estão presentes em todos os seres eucariotos, mas sua sequência varia entre as espécies.

A utilização de nucleossomos circulantes como biomarcadores é uma área de pesquisa nova e estimulante que promete não só a detecção precoce do câncer, mas também o monitoramento da resposta ao tratamento. Os biomarcadores baseados em nucleossomos vão se combinar aos biomarcadores já existentes na prática oncológica, aumentando a especificidade e a sensibilidade dos testes atuais, com o potencial de fornecer aos pacientes tratamentos baseados em medicina personalizada e de precisão.

drops nucleossomos

*André Murad é diretor científico do Grupo Brasileiro de Oncologia de Precisão (GBOP), diretor clínico da Personal - Oncologia de Precisão e Personalizada, professor adjunto coordenador da Disciplina de Oncologia da Faculdade de Medicina da UFMG, e oncologista e oncogeneticista da CETTRO Oncologia (DF)

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