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AtualizadoSex, 05 Jun 2020 9pm

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Adenocarcinoma de Esôfago e de Transição Esôfago-gástrica – tratamento multimodal e tática cirúrgica

O câncer de esôfago é a oitava neoplasia mais incidente no mundo e a sexta causa de óbito por câncer. Um de seus tipos histológicos, o adenocarcinoma, tem registrado aumento progressivo de incidência, especialmente em países desenvolvidos. Em artigo exclusivo, especialistas do Departamento de Cirurgia Abdominal do A.C. Camargo Cancer Center revisam dados da literatura e as atualização no tratamento do adenocarcinoma de esôfago e de transição gastroesofágica. Os autores discorrem sobre a epidemiologia e fatores de risco, diagnóstico e estadiamento, além de traçar um panorama dos progressos terapêuticos e principais avanços cirúrgicos.


Controvérsias no glioma difuso de baixo grau

A gestão do glioma difuso de baixo grau (GDBG) permanece controversa. As diretrizes europeias e americanas atualmente recomendam a ressecção como primeira opção terapêutica. No entanto, a vigilância ativa pode ser considerada para pacientes selecionados. A compreensão crescente da biologia do GDBG traz a expectativa de que assinaturas biológicas venham ajudar a distinguir subgrupos moleculares e predizer o impacto sobre extensão e tempo de progressão do tumor. Em relação à quimioterapia, o estudo RTOG 9802 mostrou que o esquema PCV administrado após a radioterapia aumenta a sobrevida global nos pacientes de alto risco, em diferentes subtipos histológicos (astrocitomas, oligoastrocitomas e oligodendrogliomas).  Este estudo parece estabelecer um novo paradigma de tratamento em pacientes acima dos 40 anos ou não completamente ressecados. Coloca também em xeque a prática de se adiar a radioterapia em pacientes com este perfil. Embora a temozolomida seja uma droga ativa, estudo de fase III que compara radioterapia e temozolomida em gliomas de baixo grau não sugere superioridade da quimioterapia sobre a radioterapia.

Câncer e obesidade, qual a evidência?

As taxas de obesidade vêm aumentando em todo o mundo, e o Brasil acompanha essa tendência. Além de se relacionar ao aumento da incidência de diversos tipos de neoplasias, como tumores de mama, endométrio e esôfago, a obesidade também se correlaciona a pior prognóstico e maior mortalidade de certos grupos de tumores. Dessa forma, o controle do peso torna-se um dos fatores modificáveis mais importantes na prevenção e controle do câncer, devendo se tornar discussão rotineira entre os médicos e seus pacientes.

A fisioterapia na oncologia e o valor da evidência

Em oncologia, a utilização da fisioterapia baseada em evidência é fundamental para que ocorra um processo contínuo e constante de aprendizado baseado na coleta de informações, no diagnóstico, prognóstico, conduta terapêutica e custo-benefício de uma terapêutica. Em artigo exclusivo, que inaugura um espaço no Onconews para discussão de temas que compõem a atuação multiprofissional em oncologia, a especialista em Fisioterapia Oncológica e Hospitalar Jaqueline Munaretto Timm Baiocchi, comenta a importância da formação de um corpo científico de conhecimento, ainda escasso na literatura, para sustentar a prática baseada em evidências.

Cardiotoxicidade no tratamento de adultos com câncer - como abordar?

A cardiotoxicidade secundária ao tratamento do câncer é um problema crescente para cardiologistas e oncologistas, uma vez que sua ocorrência pode ter um grande impacto nos resultados do tratamento e na evolução clínica do paciente. A manifestação mais típica da toxicidade cardíaca é a disfunção sistólica do ventrículo esquerdo, levando à insuficiência cardíaca. Entretanto, o espectro de agressões ao sistema cardiovascular é mais amplo e inclui: síndrome coronariana aguda, hipertensão, arritmias, pericardite e fenômenos tromboembólicos. Pacientes que estão em tratamento oncológico se tornam mais propensos a apresentar problemas cardíacos e apresentam maior tendência a desenvolver doença cardíaca precoce e morte quando comparados à população geral. A melhor abordagem para a cardiotoxicidade é a prevenção.

É essencial que todo paciente para o qual se planeja um tratamento com potencial cardiotóxico tenha seu risco cardiovascular avaliado e que seja traçada uma estratégia de monitoramento da função cardíaca. Acompanhamento periódico da função ventricular com ecocardiograma, dosagem de biomarcadores, e limitação de dose de quimioterápicos, como antraciclina, são medidas que podem ser adotadas no acompanhamento cardio-oncológico.

Os efeitos cardiotóxicos da quimioterapia podem potencialmente ser reduzidos pelo uso concomitante dos inibidores da enzima conversora de angiotensina, bloqueadores do receptor de angiotensina ou beta bloqueadores. Terapia antiplaquetária ou anticoagulante pode ser indicada em pacientes com um estado de hipercoagulabilidade relacionado ao câncer, ou ao seu tratamento. Cardio-Oncologia ou Onco-cardiologia são termos criados para descrever uma medicina integrativa entre cardiologistas e oncologistas. Um diálogo aberto entre estas duas especialidades se faz fundamental para uma assistência de excelência ao paciente com câncer.

Estudos Clínicos

EXPLORE: Polimorfismo e farmacodinâmica no câncer de próstata

EXPLORE: Polimorfismo e farmacodinâmica no câncer de próstata

O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, está prestes a iniciar o estudo EXPLORE, que vai avaliar pacientes com câncer de próstata resistente à castração metastático (mCRPC) quanto ao polimorfismo genético e parâmetros farmacodinâmicos durante tratamento com abiraterona.

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