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AtualizadoTer, 23 Out 2018 3am

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Células tumorais circulantes e recidiva no câncer de mama

RODRIGO GUINDALINI ASCO2018 NET OKEstudo publicado no JAMA Oncology com participação do brasileiro Antonio Wolff mostrou que a detecção de células tumorais circulantes (CTC) em pacientes com câncer de mama localizado após 5 anos do diagnóstico foi associada a um maior risco de recorrência entre pacientes com câncer de mama receptor hormonal positivo (RH+). “Este achado representa uma prova de conceito de que biomarcadores líquidos podem ser utilizados para estratificar o risco de recidiva tardia em pacientes com câncer de mama RH+”, afirma o oncologista Rodrigo Guindalini (foto), médico da clínica CLION, em Salvador.

A população é do estudo de fase III E5103, que randomizou mulheres com câncer de mama HER2-negativo com comprometimento linfonodal ou alto risco de recorrência para tratamento adjuvante com doxorrubicina e ciclofosfamida seguido de paclitaxel com bevacizumabe ou placebo e terapia endócrina para doença RH+. Os participantes eram elegíveis para participar da análise secundária de recorrência tardia através da pesquisa de CTC (positiva se ≥ 1CTC por 7.5mL de sangue) se não apresentassem evidência clínica de recorrência com base na história e no exame físico entre 4,5 e 7,5 anos após o registro no estudo original E5103.

Resultados

Os autores evidenciaram que entre as 353 pacientes com doença RH+, a presença CTC foi positiva para 18 (5,1% [IC 95%, 3,0% -7,9%]) e 23 (6,5% [95% CI, 4,2% -9,6%]) apresentaram recidiva clínica. Sete das 18 pacientes (38,9% [IC 95%, 17,3% -64,3%]) com doença RH+ e um resultado de ensaio CTC positivo tiveram recorrência. Um resultado de ensaio CTC positivo foi associado a um risco 10,82 vezes maior de recorrência (IC 95%, 4,42-26,47; P <0,001). As taxas de recorrência por pessoa-anos de seguimento nos grupos CTC-positivo e CTC-negativo foram de 21,4% (7 recorrências por 32,7 pessoa-anos) e 2,0% (16 recorrências por 796,3 pessoa-anos), respectivamente. Em modelos multivariados, incluindo covariáveis ​​clínicas, um resultado de CTC positivo foi associado com risco 13,1 vezes maior de recorrência (estimativa pontual da razão de risco, 13,1; 95% CI, 4,7-36,3). O tempo médio de recorrência foi de 2,8 anos (variação de 0,1-2,8 anos) entre os pacientes com CTC positiva.

A análise de CTC também foi positiva para 8 das 193 pacientes (4,1% [IC 95%, 1,8% -8,0%]) com câncer de mama receptor hormonal negativo (RH-). Como houve apenas uma recidiva nesta população, todas as análises avaliando a associação entre o estado de CTC e a recorrência foram restritas à população de RH+.

Em conclusão, um único resultado de CTC positivo 5 anos após o diagnóstico de câncer de mama RH+ forneceu informações prognósticas independentes de recorrência clínica tardia, representando a prova de conceito de que os biomarcadores líquidos tem potencial para estratificar o risco de recidiva tardia. No entanto, ainda são necessários estudos adicionais para confirmar a validade clínica e determinar a utilidade clínica da realização do ensaio de CTC neste contexto.  
(ClinicalTrials.gov: NCT00433511)

Referências: 
Association of Circulating Tumor Cells With Late Recurrence of Estrogen Receptor–Positive Breast CancerA Secondary Analysis of a Randomized Clinical Trial - Joseph Sparano; Anne O’Neill; Katherine Alpaugh; Antonio C. Wolff; Donald W. Northfelt; Chau T. Dang; George W. Sledge; Kathy D. Miller - JAMA Oncol. Published online July 26, 2018. doi:10.1001/jamaoncol.2018.2574

 


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