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AtualizadoSeg, 21 Ago 2017 12am

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CHECKMATE-026 mostra resultados da imunoterapia em câncer de pulmão

pulm o NET OKEstudo publicado no NEJM mostrou resultados do estudo aberto de fase III que comparou nivolumabe e quimioterapia na primeira linha de tratamento em pacientes com CPNPC com expressão positiva de PD-L1 e não mostrou benefício da imunoterapia na sobrevida global, nem impacto na sobrevida livre de progressão.

Foram selecionados pacientes com CPNPC estádio IV sem tratamento prévio ou pacientes com doença recorrente com expressão de PD-L1 de 1% ou mais no tecido tumoral, para receber nivolumabe (administrado por via intravenosa a uma dose de 3 mg por quilo de peso corporal uma vez a cada 2 semanas) ou quimioterapia à base de platina (administrada uma vez a cada 3 semanas por até seis ciclos).

Os pacientes que receberam quimioterapia poderiam receber nivolumabe no momento da progressão da doença. O endpoint primário foi sobrevida livre de progressão entre pacientes com expressão de PD-L1 de 5% ou mais, avaliada por revisão central independente.

Resultados

Entre os 423 pacientes com nível de expressão de PD-L1 de 5% ou mais, a mediana de sobrevida livre de progressão foi de 4,2 meses com nivolumabe versus 5,9 meses com quimioterapia (razão de risco para progressão da doença ou morte, 1,15; intervalo de confiança de 95% [IC ], 0,91 a 1,45; p = 0,25) e a mediana de sobrevida global foi de 14,4 meses versus 13,2 meses (taxa de risco para a morte, 1,02; IC 95%, 0,80 a 1,30). Um total de 128 de 212 pacientes (60%) no grupo de quimioterapia receberam nivolumabe como terapia subsequente.

Os eventos adversos relacionados ao tratamento ocorreram em 71% dos pacientes que receberam nivolumabe e em 92% dos que receberam quimioterapia. Os eventos de grau 3 ou 4 ocorreram em 18% dos pacientes que receberam nivolumabe e em 51% daqueles que receberam quimioterapia.

Conclusões

O tratamento com nivolumabe não foi associado a uma sobrevida livre de progressão significativamente maior do que a quimioterapia em pacientes com estádio IV sem tratamento prévio ou com CPNPC recorrente com expressão de PD-L1 de 5% ou mais.

A sobrevida global foi semelhante entre os grupos. Nivolumabe mostrou um perfil de segurança favorável, em comparação com a quimioterapia, sem sinais de segurança novos ou inesperados.

“Os resultados do estudo CHECKMATE-026 contrastam com os do estudo KEYNOTE-024 na medida em que o segundo estudo, que comparou pembrolizumabe versus quimioterapia baseada em platinas, mostrou ganho de sobrevida global a favor do tratamento com o inibidor de PD1, enquanto o estudo que comparou nivolumabe foi negativo para o mesmo desfecho”, explica o oncologista Gilberto Castro, chefe da área de Oncologia Torácica e Câncer de Cabeça e Pescoço do ICESP e oncologista do Hospital Sírio-Libanês.

Segundo o especialista, uma das principais razões que explicam essa divergência é a seleção dos pacientes. Enquanto no KEYNOTE-024 foram incluídos pacientes cujo tumor apresentava expressão de PDL-1 em células tumorais em pelo menos 50% das mesmas, no CHECKMATE-026 este número de corte foi 1% ou mais. “É sabido que se espera maior benefício destes anticorpos quanto maior esta expressão nas células tumorais. Além disso, diferenças entre os próprios anticorpos e entre as populações incluídas também ajudam a entender esta discrepância. Isto aponta para a necessidade de seleção de pacientes baseada em biomarcadores adequadamente validados”, observa.

O estudo foi financiado pela Bristol-Myers Squibb (CheckMate 026), ClinicalTrials.gov number, NCT02041533.

Referência: First-Line Nivolumab in Stage IV or Recurrent Non–Small-Cell Lung Cancer - David P. Carbone, Mark A. Socinski et al - N Engl J Med 2017; 376:2415-2426 June 22, 2017 DOI: 10.1056/NEJMoa1613493


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