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AtualizadoSeg, 18 Set 2017 2am

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Evidências validam prevenção secundária no câncer de pulmão

Pulm__o_2017_NET_OK.jpgTomografia de baixa dosagem é método validado para rastreamento em câncer de pulmão, mas ainda há debates em torno do melhor algoritmo para selecionar a coorte de triagem.

 Agência Onconews
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Reconhecido como um grave problema de saúde pública, o câncer de pulmão causa 1,37 milhão de mortes anualmente em todo o mundo, ocupando o primeiro lugar como causa de morte por câncer em homens e mulheres1. Identificar a população-alvo que pode se beneficiar de estratégias de prevenção e diagnóstico precoce é sem dúvida um avanço importante e marca um novo paradigma desde a publicação do National Lung Screening Trial (NLST)2.

O estudo norte-americano mostrou benefício de sobrevida com o rastreamento através da tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD), com redução de 20% na mortalidade relacionada ao câncer de pulmão. O resultado ajudou a corroborar o corpo de evidências e grandes autoridades mundiais passaram a recomendar a triagem, como acontece hoje nos Estados Unidos e Europa. 

“Estamos em um momento peculiar desse novo paradigma, que é o momento da educação médica. O conceito de prevenção secundária é muito novo em câncer de pulmão e a própria comunidade médica ainda se pergunta qual o critério ideal para o rastreamento”, explica Ricardo Sales dos Santos, cirurgião torácico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, principal investigador do estudo ProPulmão3, o primeiro programa piloto de rastreamento em câncer de pulmão no Brasil.“Hoje, ainda há muito debate em torno do algoritmo apropriado para selecionar a coorte de triagem”, explica ele, confiante de que o controle da população de alto risco pode reverter as curvas de morbimortalidade.

Para orientar condutas, a Sociedade Europeia de Cirurgiões Torácicos publicou artigo4 com dez recomendações que abrangem os aspectos essenciais para considerar a implementação da triagem de câncer de pulmão na Europa. Nos Estados Unidos, uma coalizão anunciou em março um esforço coletivo, com a intenção de permitir o acesso ao rastreamento a toda a população de alto risco.

No Brasil, os resultados do ProPulmão contribuíram para validar a TCBD como método de rastreamento do câncer de pulmão. “Obtivemos a mesma prevalência em comparação aos estudos europeus e da América no Norte, sem haver ocorrência maior de biópsias ou complicações resultantes da triagem”, diz Sales.

Agora, falta fechar o preço dessa conta. Diferentes análises de farmacoeconomia continuam e é sempre bom lembrar que o NLST considerou custo-efetivo o rastreamento no contexto das políticas de saúde norte-americanas. Na doença avançada, além do custo em vidas perdidas, o tratamento alcança meio milhão de dólares por paciente somente com os imuno-oncológicos. “Os recursos são finitos e esse debate precisa chegar à sociedade”, argumenta o primeiro autor do ProPulmão. “A indicação tem que ser altamente seletiva, porque é claro que precisa haver a responsabilidade do prescritor. Em termos de alocação de recursos, podemos melhorar muito a entrega da prevenção primária e podemos certamente ser racionais na implementação da prevenção secundária”, analisa.
 
Referências:

1- IARC/OMS, 2016

2- N Engl J Med 2011; 365:395-409

3- J Bras.Pneumol. 2014 Apr; 40(2):196-9.

4- Eur J Cardiothorac Surg. 2017 Jan 30 (Epub ahead of print)
 
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