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AtualizadoSeg, 21 Jan 2019 12am

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Oncologia clínica e hematologia da BP tem novo diretor médico

WILLIAM NET OKApós 11 anos no MD Anderson Cancer Center, oncologista William Nassib William Jr. (foto) retorna ao país como novo diretor médico da Oncologia Clínica e Hematologia do Centro Oncológico da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

 

Quais os seus objetivos e expectativas em relação ao novo cargo?

Meu entusiasmo para retornar ao Brasil é muito grande, especialmente por ter a oportunidade de liderar um dos programas mais avançados de oncologia do Brasil ao lado dos oncologistas Antônio Carlos Buzaid e Fernando Maluf e de uma equipe multidisciplinar espetacular.
O serviço de Oncologia da BP abrange todo o espectro da população, desde atendimento pelo SUS até convênios particulares. O principal objetivo do programa é trazer atendimento de excelência em todos os contextos, com foco na avaliação multidisciplinar de alta qualidade envolvendo cirurgiões, radioterapeutas, radiologistas, patologistas, equipe de enfermagem, medicina integrativa, nutricionistas, fisioterapeutas, psicoterapeutas e todos os outros profissionais que são indispensáveis para tratamento completo de pacientes com câncer, aumentando as chances de sucesso.
Queremos que a BP solidifique, cada vez mais, sua posição como centro de excelência para tratamento oncológico, tornando-se um "one stop shop" onde o paciente recebe acompanhamento completo desde o diagnóstico até as fases mais avançadas de tratamento, em um só local, com uma equipe integrada, praticando uma medicina moderna, com condutas padronizadas baseadas em evidências.

Pesquisa clínica é uma área que sabidamente concentra a sua atenção. A sua expectativa é manter o foco em pesquisa também no Brasil?

Hoje em dia, a pesquisa clínica é peça fundamental em um programa de oncologia de ponta. É somente com a pesquisa clínica que temos a oportunidade de oferecer aos nossos pacientes acesso aos medicamentos mais modernos e estratégias de tratamento que podem levar a uma maior chance de um resultado positivo, com menos efeitos colaterais. Existe, portanto, um potencial enorme de ganho, não somente para o paciente que participa de um protocolo clínico individualmente, mas também para a sociedade. 
Durante minha estadia de 11 anos no MD Anderson, tive a oportunidade de produzir e chefiar a pesquisa em Oncologia Clínica de Cabeça e Pescoço. Durante esse tempo, desenvolvemos estratégias inovadoras personalizadas para prevenção de câncer de cavidade oral, novas combinações para tratamento de câncer de cabeça e pescoço metastático, incluindo terapias-alvo e imunoterapias, tratamentos de indução para câncer de pulmão e cabeça e pescoço administrados antes da ressecção cirúrgica. Muitos dos nossos protocolos envolviam biópsias para análise completa de biomarcadores, técnicas estatísticas complexas para condução do estudo e análise de dados, além de métodos de imagem avançados.
A ideia é trazer esse tipo de inovação para a BP. Em um primeiro momento, no entanto, estudos complexos talvez não sejam os mais factíveis para desenvolvimento no Brasil. O nosso foco inicial será aumentar a representação de pacientes do Brasil em estudos internacionais, melhorando o acesso a medicamentos novos. Isso naturalmente contribui para que os dados gerados sejam aplicáveis à população brasileira. 
Pretendemos também começar a desenvolver estudos relevantes para a população brasileira, com perguntas que interessam especialmente ao nosso país, onde os recursos são claramente mais escassos que nos Estados Unidos, Europa e algumas partes da Ásia. Um exemplo é como tornar os tratamentos com relação risco/benefício e custo/benefício mais favorável, seja por melhor seleção de pacientes, posologia modificada, maior eficácia, ou estratégias mais precisas para avaliação de resposta e predição e prevenção de toxicidade. 
O Brasil hoje passa por dois momentos importantes que podem alavancar a pesquisa no nosso país: a revisão da legislação que regulamenta a pesquisa clínica, e o surgimento/fortalecimento de grupos de pesquisa cooperativos como o LACOG. O nosso objetivo é que a equipe da BP contribua cada vez mais para esses e outros aspectos que levem a modernização da pesquisa clínica e translacional em oncologia no Brasil.

Por falar em pesquisa, a área de imuno-oncologia tem sido alvo de grande interesse. Como vê o momento atual da pesquisa com imuno-oncológicos e quais as perspectivas futuras?

A imuno-oncologia veio para ficar e na próxima década o campo da oncologia vai concentrar esforços em como refinar essa estratégia para melhorar as chances de sucesso ao tratamento. Certamente vamos ver o surgimento de novas combinações de drogas, desenvolvimento de biomarcadores de resposta/benefício clínico, engenharia genética e seleção de células T para tumores não hematológicos, e o avanço das várias técnicas de imunoterapia para o contexto da doença não metastática potencialmente curável e até prevenção, como eu e minha equipe já havíamos começado a estudar no MD Anderson antes da minha partida. Esperamos que a BP e o Brasil tenham participação cada vez mais importante no avanço desse campo fascinante.


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