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Category: Artigos Científicos
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Os pacientes com câncer de bexiga metastático permanecem com prognóstico ruim, portanto novas terapias são necessárias. Sabemos que as vias do PI3K/AKT/mTOR e FGFR são afetadas no câncer de bexiga. Porém, as terapias alvo não conquistaram espaço neste tipo de câncer e permanecem em investigação. Recentemente, uma nova linha de tratamento tem se mostrado ativa neste tipo de câncer. Assim como no melanoma, câncer de pulmão e câncer de rim, a imunoterapia tem se mostrado uma alternativa promissora no câncer de bexiga. 

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Created 2016-02-07 22:36:32
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Em artigo exclusivo, Luiz Paulo Kowalski (foto), diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do AC Camargo Cancer Center, aborda a questão do câncer oral, que persiste como importante problema de saúde pública. Globalmente, está entre os 10 tipos de câncer mais incidentes em populações de países em desenvolvimento e em minorias de países desenvolvidos. Hispânicos e afroamericanos nos Estados Unidos apresentam não só maiores taxas de incidência, como também maiores taxas de morte por câncer oral quando comparados à média da população americana. A exposição crônica ao tabagismo,consumo de álcool e deficiências nutricionais está ligada à maioria dos tumores da cavidade oral, mas cresce o papel do papilomavírus humano (HPV) como fator de risco. O diagnóstico precoce ainda é um desafio. Nos países desenvolvidos, 50% dos pacientes apresentam doença avançada ao diagnóstico, proporção que atinge 90% nos países pobres e em desenvolvimento. Na fase inicial, o câncer oral pode ser tratado com sucesso através de cirurgia ou radioterapia. Na fase avançada, a combinação de cirurgia, radioterapia e quimioterapia se estabelece como tratamento padrão, promovendo bom controle da doença. A abordagem multidisciplinar resulta em maiores taxas de cura e melhor controle dos sintomas, com melhor qualidade de vida para o paciente e preservação de funções.

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Created 2015-07-27 22:05:12
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A psicologia hospitalar é um campo de atuação ainda recente. Tão importante quanto o tratamento do câncer é a atenção dispensada aos aspectos emocionais que envolvem aqueles que enfrentam a doença. O que difere o psicólogo de outros profissionais da área da saúde é a escuta oferecida àquele que padece. O psicólogo entende o sujeito em sua totalidade: aspectos físicos, psicológicos e sociais. Sendo a psico-oncologia considerada uma parte do cuidado prestado aos pacientes com câncer, é de suma importância que o trabalho do psicólogo esteja vinculado à prática integrada com uma equipe multidisciplinar. Dessa forma, é preciso refletir acerca da atuação do psicólogo no ambiente hospitalar e das contribuições ofertadas aos pacientes para o enfrentamento do câncer.

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Created 2015-07-17 15:07:14
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A Incontinência Urinária Pós Prostatectomia Radical (IUPPR) representa a complicação tardia com maior impacto negativo na qualidade de vida de seus portadores1. Além dos aspectos físicos, ela resulta em problemas psicológicos, como isolamento social, afastamento do trabalho, alterações de humor e depressão2.
AIUPPR tem como etiologia principal a deficiência esfincteriana em até 90% dos casos, seja ela isolada ou em associação com hiperatividade detrusora (HD)13,15. Em artigo exclusivo, Flávio Trigo Rocha, professor Livre Docente de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador Centro de Incontinência Urinaria Hospital Sírio Libanês comenta os dados disponíveis na literatura e aborda a incidência da IUPPR, como avaliar os portadores e as melhores formas de tratamento, divididas em abordagem inicial, agentes injetáveis, como o colágeno, e tratamento cirúrgico, com o uso de slings sintéticos e esfíncter artificial.

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Created 2015-06-26 02:20:52
Changed 2015-06-30 13:16:47
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A farmacovigilância é a ciência que analisa e classifica as suspeitas de reações adversas a medicamentos (RAMs), levantando hipóteses, analisando incidência estatística, validando ou descartando a possibilidade dessas reações. Compreende atividades relativas à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de eventos adversos ou quaisquer outros possíveis problemas relacionados a medicamentos.A todo momento surgem medicamentos novos no combate ao câncer. As informações coletadas durante os ensaios pré-clínicos e clínicos antes da comercialização dos fármacos são inevitavelmente incompletas, principalmente no que se refere às possíveis RAMs. Logo, é imprescindível a monitorização para garantir a qualidade e a segurança dos medicamentos após sua entrada no mercado. Na oncologia, onde a maioria dos medicamentos não possui especificidade e os pacientes normalmente são polimedicados, a farmacovigilância se faz extremamente necessária.

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Created 2015-06-26 02:17:18
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A gestão do glioma difuso de baixo grau (GDBG) permanece controversa. As diretrizes europeias e americanas atualmente recomendam a ressecção como primeira opção terapêutica. No entanto, a vigilância ativa pode ser considerada para pacientes selecionados. A compreensão crescente da biologia do GDBG traz a expectativa de que assinaturas biológicas venham ajudar a distinguir subgrupos moleculares e predizer o impacto sobre extensão e tempo de progressão do tumor. Em relação à quimioterapia, o estudo RTOG 9802 mostrou que o esquema PCV administrado após a radioterapia aumenta a sobrevida global nos pacientes de alto risco, em diferentes subtipos histológicos (astrocitomas, oligoastrocitomas e oligodendrogliomas). Este estudo parece estabelecer um novo paradigma de tratamento em pacientes acima dos 40 anos ou não completamente ressecados. Coloca também em xeque a prática de se adiar a radioterapia em pacientes com este perfil. Embora a temozolomida seja uma droga ativa, estudo de fase III que compara radioterapia e temozolomida em gliomas de baixo grau não sugere superioridade da quimioterapia sobre a radioterapia.

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Created 2015-06-26 02:14:20
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A cardiotoxicidade secundária ao tratamento do câncer é um problema crescente para cardiologistas e oncologistas, uma vez que sua ocorrência pode ter um grande impacto nos resultados do tratamento e na evolução clínica do paciente. A manifestação mais típica da toxicidade cardíaca é a disfunção sistólica do ventrículo esquerdo, levando à insuficiência cardíaca. Entretanto, o espectro de agressões ao sistema cardiovascular é mais amplo e inclui: síndrome coronariana aguda, hipertensão, arritmias, pericardite e fenômenos tromboembólicos. Pacientes que estão em tratamento oncológico se tornam mais propensos a apresentar problemas cardíacos e apresentam maior tendência a desenvolver doença cardíaca precoce e morte quando comparados à população geral. A melhor abordagem para a cardiotoxicidade é a prevenção.

É essencial que todo paciente para o qual se planeja um tratamento com potencial cardiotóxico tenha seu risco cardiovascular avaliado e que seja traçada uma estratégia de monitoramento da função cardíaca. Acompanhamento periódico da função ventricular com ecocardiograma, dosagem de biomarcadores, e limitação de dose de quimioterápicos, como antraciclina, são medidas que podem ser adotadas no acompanhamento cardio-oncológico.

Os efeitos cardiotóxicos da quimioterapia podem potencialmente ser reduzidos pelo uso concomitante dos inibidores da enzima conversora de angiotensina, bloqueadores do receptor de angiotensina ou beta bloqueadores. Terapia antiplaquetária ou anticoagulante pode ser indicada em pacientes com um estado de hipercoagulabilidade relacionado ao câncer, ou ao seu tratamento. Cardio-Oncologia ou Onco-cardiologia são termos criados para descrever uma medicina integrativa entre cardiologistas e oncologistas. Um diálogo aberto entre estas duas especialidades se faz fundamental para uma assistência de excelência ao paciente com câncer.

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Created 2015-06-26 02:09:51
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As taxas de obesidade vêm aumentando em todo o mundo, e o Brasil acompanha essa tendência. Além de se relacionar ao aumento da incidência de diversos tipos de neoplasias, como tumores de mama, endométrio e esôfago, a obesidade também se correlaciona a pior prognóstico e maior mortalidade de certos grupos de tumores. Dessa forma, o controle do peso torna-se um dos fatores modificáveis mais importantes na prevenção e controle do câncer, devendo se tornar discussão rotineira entre os médicos e seus pacientes.

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Created 2015-06-26 02:06:24
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O câncer de esôfago é a oitava neoplasia mais incidente no mundo e a sexta causa de óbito por câncer. Um dos seus tipos histológicos, o adenocarcinoma, tem registrado aumento progressivo de sua incidência, especialmente em países desenvolvidos. Em artigo exclusivo, os especialistas do Departamento de Cirurgia Abdominal do A.C. Camargo Cancer Center, propõem uma atualização terapêutica do adenocarcinoma de esôfago e de transição esôfago-gástrica. Os autores discorrem sobre a epidemiologia e fatores de risco para o surgimento da doença, diagnóstico, ferramentas de estadiamento, e traçam um panorama de estudos de avaliação do tratamento multimodal, quimioterapia e radioterapia neoadjuvantes, e tratamento adjuvante. Os avanços nas técnicas cirúrgicas de esofagectomia também são abordados, bem como a discussão sobre as modalidades de abordagem cirúrgica mais adequadas.

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Created 2015-06-26 02:02:22
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Em oncologia, a utilização da fisioterapia baseada em evidência é fundamental para que ocorra um processo contínuo e constante de aprendizado baseado na coleta de informações, no diagnóstico, prognóstico, conduta terapêutica e custo-benefício de uma terapêutica. Em artigo exclusivo, que inaugura um espaço no Onconews para discussão de temas que compõem a atuação multiprofissional em oncologia, a especialista em Fisioterapia Oncológica e Hospitalarfisioterapeuta Jaqueline Munaretto Timm Baiocchi, comenta a importância da formação de um corpo científico de conhecimento, ainda escasso na literatura, para sustentar a prática baseada em evidências.

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