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AtualizadoTer, 20 Nov 2018 1am

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X Congresso Franco-Brasileiro

Como a biologia molecular pode ajudar na condução do tratamento: há marcadores para auxiliar na decisão terapêutica?

THIAGO GBCP NET OKO oncologista Thiago Bueno (foto), médico do A.C.Camargo Cancer Center e membro do GBCP, discute a utilização da biologia molecular para orientar o tratamento dos carcinomas epidermoides de cavidade oral, orofaringe, laringe e hipofaringe.

A biologia molecular está cada vez mais presente na oncologia e suas informações são utilizadas tanto para guiar terapias-alvo direcionadas quanto para predizer resposta aos tratamentos empregados, no que se denomina oncologia personalizada. 

Em câncer de cabeça e pescoço, a partir da caracterização genômica dos carcinomas epidermoides de cavidade oral, orofaringe, laringe e hipofaringe, com a publicação dos dados do TCGA (The Cancer Genome Atlas) e de outras séries com informações moleculares destes tumores, grande interesse tem sido depositado na utilização dessas informações de biologia molecular para guiar o tratamento.

No momento, a única terapia-alvo aprovada para o tratamento de câncer de cabeça e pescoço (localmente avançado e metastático) é o anticorpo monoclonal anti-EGFR cetuximabs. Apesar de aprovado e utilizado há alguns anos, até o momento não existem preditores moleculares de maior benefício deste tratamento, e estudos buscando estas informações continuam sendo desenvolvidos. Outros inibidores da via do EGFR foram testados, a maioria com resultados negativos (panitumumab, afatinbe e lapatinibe por exemplo).

Outras vias moleculares alteradas neste cenário têm sido estudadas como potenciais alvos terapêuticos. Já existem dados de estudos de fase II com resultados bastante promissores com uso de buparlisib (inibidor da via do PI3K) e palbociclib (inibição de ciclinas – ciclo celular).

Outro cenário muito estudado atualmente é uso de informações moleculares para predizer resposta e benefício do uso de imunoterapia. Em câncer de cabeça e pescoço, nivolumabe é aprovado no Brasil, e pembrolizumabe também em outros países, para o tratamento de pacientes com doença recidivada e metastática após falha à terapia baseada em platina. A expressão de PD-L1 em células tumorais e/ou infiltrado inflamatório é um preditor de maior benefício de pembrolizumabe, como já evidenciado em outros tumores. Além do PD-L1, outros preditores foram descritos, como carga mutacional e carga de neoantígenos (especialmente para tumores HPV negativos) ou assinaturas gênicas de perfil inflamado (para HPV positivo ou negativo), embora até o momento essas informações ainda não sejam utilizadas na prática clínica de maneira rotineira.

Em suma, o uso de biologia molecular tem se tornado cada vez mais frequente em oncologia e em câncer de cabeça e pescoço. O volume de dados nesse contexto tem aumentado, com potencial de num futuro próximo ser utilizado na condução do tratamento.

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