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AtualizadoTer, 20 Nov 2018 1am

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ESMO 2018

Olaparibe aumenta a sobrevida livre de progressão no câncer de ovário avançado

Kathleen Moore SOLO1 ESMODois anos de terapia de manutenção com o inibidor de PARP olaparibe levou a uma melhora substancial na sobrevida livre de progressão (SLP) em pacientes com câncer de ovário avançado BRCA-mutado recém-diagnosticados. Os resultados do Fase III SOLO-1 foram apresentados pela oncologista Kathleen Moore (foto) no domingo, 21 de outubro, no Simpósio Presidencial da ESMO 2018. O estudo foi publicado simultaneamente no New England Journal of Medicine

 

"A mediana de sobrevida livre de progressão para pacientes que receberam placebo foi de 13,8 meses, enquanto a mediana de SLP para as pacientes tratadas com olaparibe não foi atingida, mas parece ser aproximadamente três anos maior do que o grupo placebo [HR foi 0,30; 95% IC: 0,23, 0,41; p <0,0001]," afirmou Kathleen Moore, Professora Associada do Stephenson Cancer Center, Universidade de Oklahoma, EUA.

O SOLO-1 é o primeiro estudo de fase III prospectivo, randomizado, duplo-cego, que avaliou a terapia de manutenção front line com olaparibe após quimioterapia à base de platina no câncer de ovário avançado recém-diagnosticado (estádios III-IV) com mutação BRCA. "Ele fornece o primeiro grande conjunto de dados de resultados coletados prospectivamente para essa população de mulheres", disse Moore.

Um total de 391 pacientes com câncer de ovário seroso ou endometrioide de alto grau que estavam em resposta clínica completa ou parcial após quimioterapia foram randomizadas 2:1 para olaparibe 300 mg bd (n=260) ou placebo (n = 131) por dois anos. As características do baseline foram bem equilibradas.

O endpoint primário foi a SLP avaliada pelo investigador a partir da randomização. Os desfechos secundários incluíram SLP2 (tempo desde a randomização até o segundo evento de progressão); sobrevida global; e qualidade de vida. O seguimento médio foi de 41 meses.

Resultados

A análise primária da sobrevida livre de progressão mostrou uma redução significativa de 70% no risco de progressão ou morte com olaparibe versus placebo. A SLP2 permaneceu significativamente melhor entre as pacientes que receberam olaparibe de manutenção, com uma mediana de SLP2 de 41,9 meses para placebo versus não alcançada para o grupo olaparibe (HR: 0,50; 95% CI: 0,35, 0,72, p = 0,0002). Os dados de sobrevida global são imaturos.

Os eventos adversos ≥ 3 mais comuns com olaparibe foram anemia (22%) e neutropenia (8%). As reduções de dose, interrupções e descontinuações ocorreram em 28%, 52% e 12%, respectivamente. Não houve alteração nos escores de qualidade de vida relacionada à saúde com olaparibe em comparação com o baseline.

"Estes são resultados notáveis nesse cenário. O olaparibe não apenas foi eficaz, mas também foi bem tolerado", disse Isabelle Ray-Coquard, professora da Universidade Claude Bernard Lyon Est, em Lyon, França. "As descobertas prometem mudar a prática neste subgrupo de pacientes com mutação BRCA", avalia.

"Embora seja muito cedo para dizer se nós impactamos a fração de mulheres que poderiam ser curadas com a terapia em primeira linha, o fato é que mais de 50% das mulheres no braço de olaparibe ainda estão livres da progressão em quatro anos em comparação com apenas 11% para placebo", observou Moore. "Os resultados do SOLO-1 anunciam uma nova era no tratamento para mulheres diagnosticadas com câncer de ovário avançado com mutação BRCA, com uma melhoria notável na sobrevida livre de progressão em relação ao placebo, mantido mesmo após a interrupção do olaparibe em dois anos", concluiu.

Identificação do estudo clínico: ClinicalTrials.gov NCT01844986, julho de 2018

Referência: 1 - LBA7_PR - Maintenance olaparib following platinum-based chemotherapy in newly diagnosed patients (pts) with advanced ovarian cancer (OC) and a BRCA1/2 mutation (BRCAm): Phase III SOLO1 trial - K.N. Moore1, N. Colombo2, G. Scambia3, B.-G. Kim4, A. Oaknin5, M. Friedlander6, A. Lisyanskaya7, A. Floquet8, A. Leary9, G.S. Sonke10, C. Gourley11, S. Banerjee12, A.M. Oza13, A. González-Martín14, C. Aghajanian15, W. Bradley16, E.S. Lowe17, R. Bloomfield18, P. DiSilvestro19 Annals of Oncology, Volume 29 Supplement 8 October 2018

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