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AtualizadoQui, 19 Out 2017 3pm

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ESMO 2017

LORELEI: taselisib no câncer de mama receptor hormonal

Buzaid Portal NET OKA adição de taselisib ao letrozol antes da cirurgia melhorou significativamente os resultados para pacientes com câncer de mama inicial, estrogênio positivo e HER2-negativos (ER+ / HER2-). Os dados são do estudo LORELEI1, apontado como um dos destaques do programa científico da ESMO 2017.

LORELEI é o primeiro estudo randomizado a demonstrar um aumento significativo na taxa de resposta objetiva (ORR) após o tratamento neoadjuvante com um inibidor seletivo de PI3K nesta população de pacientes. O estudo foi realizado em 85 centros e incluiu 334 mulheres na pós-menopausa com câncer de mama ER+/HER2-, estádio I-III, randomizadas 1:1 para receber letrozol mais placebo (n = 168) ou taselisib (n = 166) por 16 semanas.

O estudo definiu dois objetivos primários: Taxa de Resposta Objetiva (ORR, da sigla em inglês) e Taxa de Resposta Patológica Completa (pCR, da sigla em inglês).

Os resultados apresentados na ESMO mostram que a ORR foi melhor em pacientes que receberam taselisib em comparação com placebo (50 % versus 39,3%, odds ratio [OR] 1,55, IC 95% 1,00-2,38, P = 0,049), mas não houve diferença significativa entre os grupos para pCR.

Entre os 152 pacientes com mutação PIK3CA detectada no baseline, o benefício com taselisib foi superior, com ORR de 56,2% versus 38% no braço placebo (odds ratio [OR] 2,03, 95% IC 1,06-3,88, p = 0,033). “O ganho é modesto, mas a importância deste estudo reside na prova de princípio’, afirma o oncologista Antonio Carlos Buzaid (foto), diretor-geral do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, e membro do Comitê Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein. 

Em termos de toxicidade, os eventos adversos graves mais comuns (grau 3 e 4) associados ao uso de taselisib foram distúrbios gastrointestinais (7,8%), infecções (4,8%), distúrbios dermatológicos (4,8%), vasculares (3,6%) e de metabolismo e transtornos nutricionais (3,6%), incluindo hiperglicemia (1,2%).

Em conclusão, os dados apresentados na ESMO 2017 sugerem que a adição de taselisib, um inibidor PI3K específico alfa, pode funcionar combinado à terapia endócrina como estratégia de tratamento neoadjuvante no câncer de mama HER2-ER +. Novos dados são aguardados para avaliar o real potencial terapêutico de taselisib nessa configuração.

O estudo LORELEI foi financiado pela GENETECH e realizado com a colaboração do Breast International Group (BIG), SOLTI Breast Cancer Research Group e Austrian Breast & Colorrect Cancer Study Group (ABCSG).

Referências: Abstract LBA10_PR - Primary results of LORELEI: a phase II randomized, double-blind study of neoadjuvant letrozole (LET) plus taselisib versus LET plus placebo (PLA) in postmenopausal patients (pts) with ER+/HER2-negative early breast cancer (EBC)

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