15122018Sáb
AtualizadoQui, 13 Dez 2018 4pm

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ASH 2018

Daratumumabe aumenta a sobrevida livre de progressão no mieloma múltiplo inelegível ao transplante

Thierry Facon ASH2018 NET OKResultados de uma análise interina do estudo internacional de fase III MAIA mostraram que a adição da imunoterapia daratumumabe (DARA) à terapia padrão com lenalidomida e dexametasona (Rd) prolongou significativamente a sobrevida livre de progressão em pacientes com mieloma múltiplo recém diagnosticados não elegíveis para transplante de células-tronco. Os dados do estudo MAIA, selecionado como late-breaking abstract na ASH 2018, foram apresentados por Thierry Facon (foto), principal autor do trabalho e médico do Hospital Claude Huriez em Lille, França.

O transplante de células-tronco é frequentemente uma opção de tratamento recomendada para pacientes com mieloma múltiplo em boas condições de saúde. Para pacientes recém-diagnosticados que não são candidatos a transplante de células-tronco devido à idade ou comorbidades coexistentes, o Rd tem sido o padrão de atendimento desde 2013.

O daratumumabe é uma terapia-alvo que bloqueia a proteína CD38, encontrada em níveis anormalmente altos em células de mieloma múltiplo. A droga é atualmente aprovada pela Food and Drug Administration para uso em combinação com outros agentes para tratar o mieloma múltiplo que progrediu a uma ou mais linhas anteriores de tratamento.

Sobre o estudo

Os pacientes foram randomizados 1:1 para receber o padrão de tratamento (Rd) ± DARA. A estratificação foi baseada no estádio do Sistema Internacional de Estadiamento (ISS [I, II, III]), região (América do Norte versus outras) e idade (<75 vs ≥75 anos). Todos os pacientes receberam ciclos de 28 dias de tratamento com Rd ± DARA: R 25 mg (oral) QD nos dias 1-21; d 40 mg (oral) nos dias 1, 8, 15 e 22. No braço D-Rd, o DARA foi administrado a 16 mg/kg (intravenosamente) QW para os ciclos 1 2; Q2W para os ciclos 3-6; e Q4W após.

O estudo randomizou 737 pacientes (368 para D-Rd; 369 para Rd) de 14 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Austrália, Israel, Reino Unido e vários países europeus. As principais características do baseline foram bem equilibradas entre os dois braços. A mediana de idade foi de 73 anos (variação 45-90), com 44% dos pacientes ≥75 anos, e 52% do sexo masculino. Dois terços dos pacientes tinham escores ECOG ≥1: escore ECOG 0, 34%; 1, 50%; ≥2, 17%.

Em ambos os braços, os pacientes foram tratados até a progressão da doença ou toxicidade inaceitável. O endpoint primário foi sobrevida livre de progressão (SLP). Os principais endpoints secundários incluíram a negatividade da doença residual mínima (MRD), definida como a ausência de células cancerígenas na medula óssea; a proporção de pacientes com uma redução de 50% ou mais de proteína monoclonal no sangue ou urina (taxa de resposta global); e a taxa e gravidade dos efeitos colaterais adversos.

Resultados

Uma análise interina dos resultados do estudo após uma mediana de follow-up de 28 meses mostrou que os pacientes tratados com Rd + DARA tiveram 44% menos probabilidade de morte ou progressão da doença em comparação com os pacientes que receberam Rd isolado. A mediana de SLP foi de 31,9 meses para pacientes tratados com Rd isolado, e ainda não foi alcançada para aqueles que receberam Rd + DARA.

A taxa de resposta completa, ou proporção de pacientes sem doença detectável no sangue ou na urina e menos de 5% de células cancerígenas remanescentes na medula óssea, foi de 47,6% para pacientes tratados com Rd + DARA, em comparação com 24,9% para aqueles que receberam Rd isolado (odds ratio [OR] 2,75, 95% IC, 2,01-3,76 P <0,0001).

A proporção de pacientes que obtiveram uma resposta parcial muito boa ou melhor - definida como uma redução de 90% ou mais nos níveis de proteína M no sangue e na urina - também foi significativamente melhor entre os pacientes tratados com a combinação - 79,3% em comparação com 53,1% para pacientes tratados apenas com Rd (OR 3,4, 95% IC, 2,45 a 4,72, P <0,0001). Houve uma melhoria de mais de 3 vezes na obtenção da negatividade de doença residual mínima para Rd + DARA (24,2 vs 7,3%), o que se traduz em mais pacientes com SLP mais longa do que o tratamento padrão isolado. Um total de 19% dos pacientes morreu e a HR para sobrevida global foi de 0,78 (95% IC, 0,56 a 1,1); o acompanhamento está em andamento.

Além disso, a combinação ajudou mais pacientes a obter uma resposta MRD durável. Embora o perfil de segurança no estudo estivesse de acordo com estudos anteriores, mais pacientes no braço Rd + DARA apresentaram efeitos adversos moderados ou graves como pneumonia e baixas contagens de glóbulos brancos em comparação com o braço Rd-isolado.

"Nós vemos um benefício clinicamente significativo em prolongar a sobrevida sem a progressão da doença e sem maiores preocupações de segurança", disse Facon. "Em pacientes mais velhos que não são candidatos a transplante de células-tronco, esses resultados são muito encorajadores. Estes dados, em conjunto com o estudo de fase 3 ALCYONE (D-VMP vs VMP) apoiam a adição de DARA às combinações padrão de tratamento em pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticados inelegíveis para transplante", concluiu.

O estudo foi apoiado pela Janssen Research & Development, LLC.

Referência: Phase 3 Randomized Study of Daratumumab Plus Lenalidomide and Dexamethasone (D-Rd) Versus Lenalidomide and Dexamethasone (Rd) in Patients With Newly Diagnosed Multiple Myeloma (NDMM) Ineligible for Transplant (MAIA) [LBA-2] - Thierry Facon et al

 

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